Já vos contei que me afiliei à campanha de Barack Obama? Também doei 15 dólares de meu suado salário à sua campanha, já que meu voto é proibido, sendo eu apenas residente, e ainda não cidadão, dos Estados Unidos.
Por que vos conto? Dois motivos:
1 – Geralmente, quem aqui me visita é brasileiro e vive no Brasil, o que automaticamente significa das duas, uma: Ou você não se importa com a política local, logo quem eu favorecer fará pouca diferenca; ou você se importa com a política, no geral, e gostaria de ler uma análise objetiva da situação. Como acredito que a total imparcialidade seja produto da imaginação popular, avisando de minha parcialidade evito maiores confusões.
2 – Para o texto que agora decorre, me é pessoalmente importante não ser confundido com um hipócrita.
Quando das eleições de 2005 no Brasil, alinhei-me atrás de ninguém, e era o único, jovem ou velho, profissional ou amador, que escrevia contra Lula e, ao mesmo tempo, apoiava sua reeleição. O teor principal de meus textos, à época, era “o Brasil não pode apoiar-se na escolha do menos pior”. Ainda penso assim, e agora devo admitir que penso assim também sobre Barack Obama.
Algumas de suas atitudes me encantaram, como a forma menos hostil de atacar seus rivais, a maior honestidade nas respostas, e sua predisposição jovial, algo que Collor também demonstrou, se muito não me engano. Algumas de suas promessas fizeram sentido em Dezembro de 2007, mas hoje já significam resultados eleitorais distintos.
Obama pedia a retirada gradual das tropas estadunidenses do Iraque em 16 meses, algo hoje em dia controverso, já que a situação no país demonstra melhoras devido à escalada de tropas de George Bush ao ano passado. Era a favor de uma reforma no método de arrecadação de fundos a campanhas, prometendo realizá-la durante esta disputa, mas logo tirou o corpo fora quando melhor lhe coube. Além disso, ainda dá sinais de inconsistência quanto a sua política externa (a favor de Israel e radicalmente contra o Irã enquanto fala com judeus, mas mais diplomático quando fala para o público; contra o NAFTA de Bill Clinton, mas assegurando o Canadá que o “contra” é apenas política e retórica; entre outros casos).
Conforme escreveu Arianna Huffington, do The Huffington Post, Obama está trilhando o natural caminho político de centralizar-se. Estrategicamente falando, isso é necessário em diferentes níveis para conquistar fragmentos das bases adversárias. Lula, que era de esquerda, o fez durante 8 anos de governo, não apenas em sua campanha. McCain também construiu uma história desviada ao centro quando o tema é meio-ambiente, reforma imigratória, e procedimentos interrogatórios considerados torturosos, realizados em prisões como a de Guantánamo Bay.
O problema, segundo Huffington, é que os vitoriosos, geralmente, são os candidatos com ideologias salientadas e firmes posições. Obama parece estar se movimentando erroneamente à direita, para cair de costas no centro, ambas posições descartáveis estrategicamente.
Procurando aumentar sua base de eleitores evangélicos, Obama declarou ontem que nomeará um comitê para delinear “Iniciativas Baseadas na Fé” à nação. Para um candidato liberal, esse talvez seja o maior e mais bizarro dos erros. Liberais-Democratas são famosos por persistir, em todos os dilemas sócio-morais, na separação entre o estado e a religião. Assim, que diabos seriam “Iniciativas Baseadas na Fé”, ou carinhosamente apelidadas “F.B.I.”?
Adiante, McCain explorou uma das importantes decisões judiciais da semana passada para atacar Obama. À semana passada, a Suprema Corte decidiu que o estupro de crianças não poderia acarretar a pena de morte. Obama, que se disse contrário à pena máxima salvo em raros casos, diz-se contrário a essa decisão. McCain diz que Obama critica a corte conservadora de Bush, mas que, nesse caso, quando a corte delibera uma decisão democrata, o senador pelo Illinois repentinamente discorda da mesma, relembrando ao populacho que o candidato democrata apenas diz o que melhor seria visto pela maioria dos eleitores.
A conclusão é o título desse texto: Barack Obama é apenas mais um político, e John Fitzgerald Kennedy o era também, como Bill Clinton ou Jimmy Carter, dos piores aos melhores. Porém, base a base, comparemos Obama a McCain e deixemos claro porque meu voto iria para o democrata:
1 – Oriente Médio: McCain não duvida, nossos inimigos estão no Oriente Médio e são os mesmos inimigos de Israel. Obama foi visto como anti-sionista, e a campanha de Clinton conseguiu ligá-lo a dois pastores anti-semitas da comunidade afro-americana. Enquanto o som do baile foi indicado pelo republicano, o democrata fez só dançar, e acabou posicionando-se, perante a comunidade judaica, como um bom “americano”, tentando acalmar a insegurança de uma base essencial ao estado da Flórida e New York. Errado, acredito que seja. Necessário, talvez, mas será mesmo que estamos tão carentes de mentira e hipocrisia que precisamos mais dela para confiar em algum candidato?
2 – Enquanto McCain virtualmente não se importa com os recursos usados pelos EUA para “estabilizar” o Iraque, Obama ao menos pertence à base que o pressionará a fazer o melhor possível guiando uma retirada paulatina dentro do contexto atual. Enquanto McCain parte da base acusada de entrar no Iraque pelo petróleo (algo que se concretiza ainda mais com a possibilidade do retorno das companhias petrolíferas do país ao Iraque), Obama parte da base que deseja satisfazer a opinião pública mundial e acabar com o conflito o quanto antes.
3 – Economicamente falando, ambos partidos protegem seus interesses, e se alguém o faz mais, esse alguém é provavelmente republicano, racicínio de democrata, olhem lá. A esperança é que, seja quem for, assuma reformar o NAFTA para prejudicar menos o mundo e ajudar mais a própria população estadunidense.
4 – Quanto às famigeradas “F.B.I.”, traço um paralelo ao comentário de Carlson Tucker da MSNBC: “Se o assunto for segurança nacional, McCain vence só pela natureza do argumento.”
Se o assunto for iniciativas baseadas em morais religiosas, os republicanos sempre perderão. McCain é contra o aborto, contra o casamento entre homossexuais e não me espantaria que seu vice fosse alguém como Mike Huckabee, que procura reformar a constituição para adaptá-la ao Novo Testamento protestante. Ponto final.
Esse gigantesco texto já faz o resumo da semana. O Gallup de hoje mostra Obama com 47-42% de McCain.
Até a next,
RF
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Wednesday, July 02, 2008
Barack Obama, mais um político
Essas Palavras Vos Trazem
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Roy Frenkiel
Thursday, May 29, 2008
Another Vox Populi Proceis
“Don’t you know? They’re talking about a revolution, and it sounds like a whisper” (Tracy Chapman).
“Não soube? Eles estão falando de revolução, e soa como um sussurro.”
Pelo que tenho percebido nas comunidades do Orkut e pelas poucas vozes interessadas pela política atual das pessoas com as quais convivo em semi harmonia, a mídia apenas estimula idéias dispersas para o engajado público aprofundar-se. São esses debates populares entre cidadãos americanos, negros ou brancos, judeus ou protestantes, ou entre imigrantes locais e admiradores da controvérsia norte-americana, os debates políticos que valem a experiência, e que vencerão, em torto efeito, a candidatura do quartagésimo-quarto presidente dos Estados Unidos.
No reboque da situação econômica, às soluções ou desejos populares, no imaginário e no puro fictício de indivíduos comuns, cada qual vê-se livre para carregar o fardo de sua própria ideologia. Nem todos são jovens, e nem todos têm energia de fazer algo pelo país, nem mesmo disputar contra atitudes viciosas de um governo rejeitado. Apenas discutimos pensamentos deslocados com adversários distantes via computador. Ou, trabalhando em uma companhia traiçoeira há vinte anos sem receber um aumento, apenas reclamamos de acontecimentos que jamais aconteceram no mundo externo, intocável, e assim justificamos a presença do enorme elefante mutante no meio da sala.
São essas conversas, contudo, as que pesarão mais na hora de depositar o voto nas urnas da eleição presidencial em Novembro. Conversas como a abominação parcial do público, dividido ao meio, à legalização irrevogável do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado da California. Há, é claro, aqueles que festejam e regozijam a existência de um estado que ainda pede as mesmas mudanças exigidas nos anos ’60, a de direitos humanos, iguais a todos e todas as que tiverem seus sonhos e puderem cultivá-los sem lastimar ninguém.
A essa conversa, em que não existe uma clara maioria, também reúnem-se os homofóbicos. Os libertários, conservadores econômicos, mas aspirantes ao menor controle governamental também nas áreas de vazão moral, nem sempre gostam do homosexualismo, mas pedem que o governo não os recrimine, e que seus direitos sejam, no mínimo, iguais aos de todos. Há, é claro, libertários “abertamente” homosexuais, como o caso de C.M., uma das mocinhas com as quais conversei virtualmente em uma comunidade orkutiana. Mas os conservadores, e até mesmo alguns libertários, não aceitam que o país esteja sujeito ao feitio do que chamam sem pudores de “aberrações da natureza”.
Ainda apoiando-se na lógica de estatísticas manipuláveis, falam da “família” como se a instituição ainda fosse sagrada. A discussão vira transtorno, e agora até filhos de pais solteiros são sujeitos a um sistema familiar condenado à falência, ignorando, claramente, o conhecimento popular já sobreposto às estatísticas. Filhos e filhas de pais solteiros não são exceção, mas sim a própria regra.
A maioria dos homosexuais que eu conheço pagam mais impostos do que qualquer fazendeiro do centro-oeste americano. Isso não importa, pois homofóbicos fazem parte da constituição da nação. Nada disso importa, pois a hipocrisia do indivíduo é apenas meramente refletida na hipocrisia da nação, e o perfeito e utópico-bíblico núcleo familiar é tomado como regra à exclusão social.
Outros debates tomam conta do imaginário da nação, como a liberdade e o direito ao porte de armas de fogo, algo que o Brasil também debate. O ensino do Design Inteligente, ramificado pseudo-secular do Criacionismo, também é debatido entre a população: Incluir ou não incluir no currículo escolar? Eis a questão... Há também a muralha construída na fronteira entre os Estados Unidos e o México, e a não-muralha não-construída entre o Canadá e os EU, mais lenha à fogueira.
A ideologia advém de experiências pessoais, cada qual conformando-se com o que pensa, a maioria evitando as soluções do outro lado da rua pensamental.
Foi por isso que Barack Obama comentou em Virginia que a população de classe média sentia-se amargurada com a vida e acabava se apegando a temas moralistas e votando contra os próprios interesses sócio-econômicos. O que ele disse foi motivo de mais um escândalo descabido que lhe feriu a pele, mas não atingiu o osso. As campanhas pré-eleitorais do partido Democrata, afinal, demonstraram mais momentos embaraçosos de ditos mal-intencionados (ou bem intencionados, mas mal expressados) do que substância em ataques convencionais direcionados à política do adversário/a. Obama teve de, basicamente, retratar-se.
Ironicamente, não só o que Obama disse é verdadeiro, como a população desatenta não parece se importar. Um exemplo disso é o que Arianna Huffington descreve em seu blog a respeito das mulheres democratas que não votariam no senador por Illinois caso fosse nomeado, mas sim, em seu rival Republicano, John McCain.
A maioria dessas mulheres, segundo pesquisas recentes, tem como prioridade ideológica o direito de escolha da mulher (famigerado ‘pró-escolha’ em tema de aborto). Ao contrário do que querem conservadores tanto da esquerda quanto da direita estadunidense, essas cidadãs acreditam que o dever do estado é fornecer à sua população a liberdade de lidar com os próprios problemas. Nem todas acreditam que o estado deva financiar o procedimento, mas ilegalizá-lo seria um retrocesso tremendo.
John McCain apenas discorda radicalmente de George Bush em temas meio-ambientais. Ele se posicionou favorável a restrições industriais à redução de emissões do CO2, algo que republicanos são contrários em sua base. No entanto, sua história em relação ao aborto é assustadora a quem acredita na liberdade de escolha feminina. McCain quer anular a vitória clássica de Roe versus Wade (2 de Janeiro de 1973) que legalizou o aborto a nível federal. Para tanto, convocaria à Suprema Corte ao menos um juíz a substituir quem está se aposentando, que tentaria reverter a legislação.
No auge do rancôr que a base de Hillary Clinton possa ter de Barack Obama, eleitores debatem com fervôr temas que mais ou menos importam individualmente. Ninguém distribui camisetas, cestas básicas, chaveiros e panfletos pelas ruas. Não há sujeira grossa nas calçadas, fotos de candidatos que falam engraçado, rápido, ou devagar demais. O único comum entre meu país latino e o país dos anglo-saxões, é que não existe uma verdadeira consideração massiva pelo bem comum, e isso é letal a qualquer democracia, seja ela brasileira ou estadunidense.
E para comprovar, não há melhor exemplo do que essas mulheres, capazes de votar em John McCain contra seus próprios interesses políticos, econômicos e sociais, porque torcem fervorosamente pela adversária do praticamente-nomeado senador democrata. Show-Business, num disse?
RF
“Não soube? Eles estão falando de revolução, e soa como um sussurro.”
Pelo que tenho percebido nas comunidades do Orkut e pelas poucas vozes interessadas pela política atual das pessoas com as quais convivo em semi harmonia, a mídia apenas estimula idéias dispersas para o engajado público aprofundar-se. São esses debates populares entre cidadãos americanos, negros ou brancos, judeus ou protestantes, ou entre imigrantes locais e admiradores da controvérsia norte-americana, os debates políticos que valem a experiência, e que vencerão, em torto efeito, a candidatura do quartagésimo-quarto presidente dos Estados Unidos.
No reboque da situação econômica, às soluções ou desejos populares, no imaginário e no puro fictício de indivíduos comuns, cada qual vê-se livre para carregar o fardo de sua própria ideologia. Nem todos são jovens, e nem todos têm energia de fazer algo pelo país, nem mesmo disputar contra atitudes viciosas de um governo rejeitado. Apenas discutimos pensamentos deslocados com adversários distantes via computador. Ou, trabalhando em uma companhia traiçoeira há vinte anos sem receber um aumento, apenas reclamamos de acontecimentos que jamais aconteceram no mundo externo, intocável, e assim justificamos a presença do enorme elefante mutante no meio da sala.
São essas conversas, contudo, as que pesarão mais na hora de depositar o voto nas urnas da eleição presidencial em Novembro. Conversas como a abominação parcial do público, dividido ao meio, à legalização irrevogável do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado da California. Há, é claro, aqueles que festejam e regozijam a existência de um estado que ainda pede as mesmas mudanças exigidas nos anos ’60, a de direitos humanos, iguais a todos e todas as que tiverem seus sonhos e puderem cultivá-los sem lastimar ninguém.
A essa conversa, em que não existe uma clara maioria, também reúnem-se os homofóbicos. Os libertários, conservadores econômicos, mas aspirantes ao menor controle governamental também nas áreas de vazão moral, nem sempre gostam do homosexualismo, mas pedem que o governo não os recrimine, e que seus direitos sejam, no mínimo, iguais aos de todos. Há, é claro, libertários “abertamente” homosexuais, como o caso de C.M., uma das mocinhas com as quais conversei virtualmente em uma comunidade orkutiana. Mas os conservadores, e até mesmo alguns libertários, não aceitam que o país esteja sujeito ao feitio do que chamam sem pudores de “aberrações da natureza”.
Ainda apoiando-se na lógica de estatísticas manipuláveis, falam da “família” como se a instituição ainda fosse sagrada. A discussão vira transtorno, e agora até filhos de pais solteiros são sujeitos a um sistema familiar condenado à falência, ignorando, claramente, o conhecimento popular já sobreposto às estatísticas. Filhos e filhas de pais solteiros não são exceção, mas sim a própria regra.
A maioria dos homosexuais que eu conheço pagam mais impostos do que qualquer fazendeiro do centro-oeste americano. Isso não importa, pois homofóbicos fazem parte da constituição da nação. Nada disso importa, pois a hipocrisia do indivíduo é apenas meramente refletida na hipocrisia da nação, e o perfeito e utópico-bíblico núcleo familiar é tomado como regra à exclusão social.
Outros debates tomam conta do imaginário da nação, como a liberdade e o direito ao porte de armas de fogo, algo que o Brasil também debate. O ensino do Design Inteligente, ramificado pseudo-secular do Criacionismo, também é debatido entre a população: Incluir ou não incluir no currículo escolar? Eis a questão... Há também a muralha construída na fronteira entre os Estados Unidos e o México, e a não-muralha não-construída entre o Canadá e os EU, mais lenha à fogueira.
A ideologia advém de experiências pessoais, cada qual conformando-se com o que pensa, a maioria evitando as soluções do outro lado da rua pensamental.
Foi por isso que Barack Obama comentou em Virginia que a população de classe média sentia-se amargurada com a vida e acabava se apegando a temas moralistas e votando contra os próprios interesses sócio-econômicos. O que ele disse foi motivo de mais um escândalo descabido que lhe feriu a pele, mas não atingiu o osso. As campanhas pré-eleitorais do partido Democrata, afinal, demonstraram mais momentos embaraçosos de ditos mal-intencionados (ou bem intencionados, mas mal expressados) do que substância em ataques convencionais direcionados à política do adversário/a. Obama teve de, basicamente, retratar-se.
Ironicamente, não só o que Obama disse é verdadeiro, como a população desatenta não parece se importar. Um exemplo disso é o que Arianna Huffington descreve em seu blog a respeito das mulheres democratas que não votariam no senador por Illinois caso fosse nomeado, mas sim, em seu rival Republicano, John McCain.
A maioria dessas mulheres, segundo pesquisas recentes, tem como prioridade ideológica o direito de escolha da mulher (famigerado ‘pró-escolha’ em tema de aborto). Ao contrário do que querem conservadores tanto da esquerda quanto da direita estadunidense, essas cidadãs acreditam que o dever do estado é fornecer à sua população a liberdade de lidar com os próprios problemas. Nem todas acreditam que o estado deva financiar o procedimento, mas ilegalizá-lo seria um retrocesso tremendo.
John McCain apenas discorda radicalmente de George Bush em temas meio-ambientais. Ele se posicionou favorável a restrições industriais à redução de emissões do CO2, algo que republicanos são contrários em sua base. No entanto, sua história em relação ao aborto é assustadora a quem acredita na liberdade de escolha feminina. McCain quer anular a vitória clássica de Roe versus Wade (2 de Janeiro de 1973) que legalizou o aborto a nível federal. Para tanto, convocaria à Suprema Corte ao menos um juíz a substituir quem está se aposentando, que tentaria reverter a legislação.
No auge do rancôr que a base de Hillary Clinton possa ter de Barack Obama, eleitores debatem com fervôr temas que mais ou menos importam individualmente. Ninguém distribui camisetas, cestas básicas, chaveiros e panfletos pelas ruas. Não há sujeira grossa nas calçadas, fotos de candidatos que falam engraçado, rápido, ou devagar demais. O único comum entre meu país latino e o país dos anglo-saxões, é que não existe uma verdadeira consideração massiva pelo bem comum, e isso é letal a qualquer democracia, seja ela brasileira ou estadunidense.
E para comprovar, não há melhor exemplo do que essas mulheres, capazes de votar em John McCain contra seus próprios interesses políticos, econômicos e sociais, porque torcem fervorosamente pela adversária do praticamente-nomeado senador democrata. Show-Business, num disse?
RF
Essas Palavras Vos Trazem
Arianna Huffington,
Barack Obama,
Hillary Clinton,
John McCain,
Orkut,
Roy Frenkiel,
Tracy Chapman
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