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Thursday, July 17, 2008

Pesquisas da Semana



Essa semana passa quase em branco, pois além de estudar, meu “cabo” anda defeituoso, e a companhia pior ainda, o que prejudica minha capacidade de me informar e postar em casa (a Internet também é a “cabo”). Para piorar, o pessoal do The Miami Herald misteriosamente parou de entregar o jornal em casa desde Domingo, algo que já havia ocorrido duas vezes, e a terceira é para dar sorte, claro.

Então, ao menos apresentarei as estatísticas semanais. Entre elas, a que mais tenta o círculo de jornalistas políticos é a pesquisa do Gallup dizendo que apenas 43% dos brancos acreditam que o relacionamento entre negros e brancos é estável. 60% dos negros e 67% dos hispanos dizem a mesma coisa. Se você não entendeu o enigma, releia até a ficha cair e comente.

Pela Flórida, estado importante para mim, pois nele vivo, o Pollster.com que declarou uma boa vantagem a Obama há menos de um mês, agora mostra a vitória de McCain pela margem de erro: 45.2-43.3% de Obama.

Nacionalmente, a seguir, os mais importantes institutos e seus resultados:

Gallup: Barack Obama 47-44% de John McCain.

Pollster.com: Barack Obama 46.7-43.4% de John McCain.
Incluindo Ralph Nader e Bob Barr, candidatos independentes: Barack Obama 47.4%; John McCain 38.3%; Bob Barr 2.6%; Ralph Nader 4.2%.

Rasmussen: Barack Obama 44-42% de John McCain.

Poll of Polls (transmitido via CNN) no dia 15 de Julho: Barack Obama 47-42% de John McCain.

Até a next,

RF

Thursday, June 26, 2008

Pesquisas, Coréia do Norte e Irã

De acordo com as últimas pesquisas encaminhadas ao Instituto Gallup, Barack Obama e John McCain encontram-se empatados em 45% nacionalmente.

Outras pesquisas:

Pollster.com: Barack Obama – 48%
John McCain – 41.5%

Rasmussen: Barack Obama – 46%
John McCain – 41%



Universidade de Quinnipiac:
Obama vence a McCain nos seguintes estados vermelhos ou instáveis:

- Colorado: 49-44%
- Michigan: 48-42%
- Minnesota: 54-37%
- Wisconsin: 59-37%


Vale lembrar que ainda é cedo para determinar o verdadeiro humor da nação, mas pela primeira vez em duas semanas o Gallup mostra Obama empatado com McCain.


Opinião

George W. Bush declarou à nação, nesta manhã de Quinta-Feira, que graças a esforços diplomáticos bem sucedidos, a Coréia do Norte finalmente abrirá as portas de suas usinas nucleares e mostrará o desenvolvimento de seus projetos nucleares.

Bush mudou sua posição em relação à Coréia após incluí-la, no início de seu mandato, ao que chamava de Eixo do Mal, entre Iraque, Irã e Coréia do Norte. Agora, pretende retirar o nome do país comunista de sua infame lista, bastando revisar alguns poucos detalhes.

Uma das discussões mais intensas entre Obama e McCain, atualmente, é o posicionamento do democrata em relação à diplomacia pretendida para lidar com os inimigos dos Estados Unidos. O senador republicano pelo Arizona parece ainda mais rigoroso do que Bush quando diz que se negará a negociar com o Irã sem condições prévias.

O atual presidente, com a ajuda de seus emissários e o pesado martelo da China, retratou tal política e atingiu seu objetivo com a Coréia do Norte. Irã, contudo, continua no mesmo Eixo fantástico da liga de Bush.

Esse caminho escolhido pela administração atual advém da impopularidade do presidente, o maior índice desde o nascimento do Gallup, e pela série de comprovações escandalosas de que seu governo tenha agido contra a constituição e a lei em múltiplas ocasiões. Provou-se verdadeira a famigerada “liga-da-justiça”, por exemplo, liderada por Alberto Gonzales e uma série de outros juízes contratados por motivos estritamente políticos, investigada há aproximadamente dois anos por demissões suspeitosas e rejeições de candidatos "democratas" ou "neutros" aos cargos. O comitê nomeado à investigação do 11 de Setembro também concluiu que Bush guiou o exército e a nação a uma guerra por falsos motivos e falsa inteligência. Para piorar, Scott Mcclellan, ex assessor de imprensa da Casa Branca, publicou um livro revelando que foi propositalmente usado para vender a guerra à nação.

Ainda assim, o Irã permanece fechado para os Estados Unidos, e a diplomacia descartada não contribui à sua abertura. A diferença entre a Coréia do Norte e o pequeno país médio-oriental é clara: A Coréia do Norte sofre pressão da China, enquanto nenhum outro país no Oriente Médio realmente influencia as decisões do Primeiro Ministro iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Porém, francamente, se o exército dos Estados Unidos sofre com o Iraque, imaginem o quanto sofreria com a Coréia do Norte caso a diplomacia fosse totalmente rejeitada. O mesmo pode dizer-se do Irã, já que as tropas estão intensamente comprometidas no Iraque e Afeganistão. Se estivermos mesmo certos, e as intenções da administração atual sejam estritamente petrolíferas, o Irã não foi atacado antes por não ser tão importante nesse sentido.

O motivo da teimosia de Bush e da fúria de John McCain (que já brincou rimando “bomb-bomb-bomb, bomb-bomb Iran” com ritmo de rock n’ roll) contra a abertura de negociações diplomáticas com o Irã, me parece, é favorecer o estado de Israel e todos que apoiariam McCain sobre Obama nessas eleições, além da inevitável propagação de medo entre estadunidenses.

É fatídico, porém, que Bush finalmente começou a jogar bola com a opinião pública. Enquanto David Kucinich, ex candidato à nomeação presidencial democrata, já demandou através do senado o impeachment de Bush, e os escândalos abafados pelo congresso e senado republicanos finalmente jorram à tona, conservadores perderam em base, em caráter, e em intensidade.

Hoje por hoje, soam cada vez mais distantes da Casa Branca. Talvez Obama não seja o melhor candidato, e ainda seja político, mas nestas eleições temos alguém a não eleger. Esse alguém é John McCain.

RF