(Desde que comecei a escrever esse texto, assisti ao filme de Al Gore como fonte inevitável.)
Terceiro argumento: O mesmo argumento, mas com um quê a mais. Vale mencioná-lo, mas lembrar que ainda é irrelevante ao tema discutido (seres humanos causam ou não o aquecimento global?). Segue-se que, cientistas que discordam com a teoria de que seres humanos são diretamente responsáveis pelo aquecimento global são automaticamente descatartados do núcleo científico e isolados pela “maioria.” Notem que no filme de Al Gore, o argumento é o mesmo: cientistas que concordaram com a teoria de que o ser humano influencia as mudanças climáticas diretamente foram excluídos do núcleo científico, da “maioria.”
Nota pessoal, meu bias: Isso parece briguinha de criança. Um lado diz que o outro é feio, e o outro responde: “Não! Você é que é feio!”
Quarto argumento: O movimento dos “ambientalistas” não é mais um movimento científico e, sim, um movimento político.
Nota: Sim, e sempre foi. Em uma época de grandes manifestações políticas nos EUA, a ecologia ganhou espaço. O envolvimento do ser humano no meio ambiente parece tão óbvio, que nem precisaram de grandes tecnologias e detalhosos dados científicos para lutar pela causa de um mundo mais limpo, ao menos de nossas ações.
O documentário não admite em nenhum momento, mas segundo seus especialistas, esse é um:
Movimento político que ataca o:
Capitalismo.
Multinacionais.
Ou seja, tratam-se de:
Movimentos “Liberais.”.
(Não falo mais. Acredito que todos nós, do “povo,” temos os mesmos valores. Penso que cada pessoa deva tratar ao próximo “como tratasse à sua prole.”)
Quinto argumento: Não entendo se é a favor ou contra o assunto que eu quero ver discutido e para isso “paguei a entrada,” ou se estamos falando dos cientistas...
O argumento é contra os cientistas que dizem-se “ambientalistas” ou que sustentam o “ambientalismo.” Cientistas – todos – precisam de financiamento. O financiamento precisa ocorrer de qualquer modo, portanto cria-se um clima de pânico, algo que sabidamente provoca ansiedade e estimula o consumo. O “consumo,” nesse caso, tratar-se-ia do financiamento aos ditos cientistas, a que sustentem a teoria.
Contra-argumentos:
A – O consumismo gerado pelo pânico não estimula, na verdade, o crescimento das grandes companhias? (Há um caso local, do grande Okeechobee River do Sul da Flórida, que abastece nossa região. Conhecidos locais afirmam de pés juntos que a água nunca abaixou um centímetro, enquanto criou-se um pânico “midiátio” em torno de sua secagem caso as chuvas não começássem. Note que estavámos em período habitual de seca, mas realmente não houve chuva por bastante tempo. Conspiração a favor das companhias que vendem água mineral? O mesmo ocorre com o anúncio de furacões... Não anunciar? Deixar rolar, caso o “lobo” seja verdadeiro? Estamos mesmo fodidos. Fim da nota pessoal.)
B – Para quê financiar cientistas a descobrir mais sobre a iminência do perigo. Mais, não seria um ciclo vicioso: financiar cientistas para financiar cientistas?
C – O mesmo argumento pode ser feito para quem fez esse filme, esqueça o que pensa a “maioria” do público. Pensem no que pensa o diretor desse filme, versus as pessoas que geram o conhecimento contrário... Se estamos brigando por quem tem mais razão, eu quero o brilho que o primeiro argumento trouxe.
Nota: O primeiro argumento não tem como ser atacado por mim, ou por qualquer pessoa que eu conheço. É, realmente, sólido. Contudo, é usado no filme de Al Gore:
A África, dizem os “cientistas” – também intra-atacados em argumentos felinos – é o continente-mãe, do qual se separaram todos os demais devido a mudanças geolíticas e climáticas. O mesmo ocorreu, segundo os mesmos “cientistas,” com os dinossauros, mudanças climáticas, sem seres humanos e sem tecnologia para criar o que atualmente criamos. Ambos, cagadas federais, nas palavras de meu velho. Para Al Gore, esses fatos servem apenas para apoiar a tese de que grandes desastres podem ainda ocorrer. O movimento ecológico, contudo, não fala apenas sobre aquecimento global, nem mesmo só sobre danos que seres humanos causam ao planeta, mas também defende o conhecimento humano pró-combate a esses desastres, ou seja, quanto mais ciência, mais domínio do meio ambiente. Luta estritamente contra o abuso...
Outro ponto importante é que no filme de Al Gore o mesmo argumento é usado. Segundo o político, cientistas que falam contra o envolvimento humano no aquecimento global são beneficiados financeiramente. O maior interesse pertence a quem mais tem a perder... Leitores decidam quem mais tem a perder.
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Monday, July 09, 2007
Farsa do Aquecimento Global Parte 2
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
Aquecimento Global,
Ecologia,
Roy Frenkiel,
The Great Global Warming Swindle
Thursday, July 05, 2007
Introdução a uma nova série
Depois de causar, grosseiramente, um “argumento” fanático contra a postagem de Clau, que apenas fez o serviço de apresentar uma dúvida legítima ao público brasileiro, apresento aqui meu raciocínio resumido ao assitir o filme circulando no YouTube do Channel 4, da Inglaterra, (assumidíssimo pró-Bush... Assistam “O Assassinato do Presidente,” se é que assim se traduz o nome da película do mesmo canal), “A Grande Farsa do Aquecimento Global.”
Acredito que a dúvida original, conforme leitores pacientes poderão acompanhar ao longo da postagem, ainda esteja em pé e eu não sei respondê-la. Também acredito que seja necessário refletir sobre o assunto, visto que me (nos) causou tremenda desilusão. Por quê? Pessoalmente, porque não há ninguém nessa humanidade que esteja livre da corrupção. Nem mesmo brilhantes cientistas. Passo a passo, apresento os argumentos do filme. Postarei em algumas partes... Espero que sirva para alguma coisa.
O filme “An Inconvenient Truth” financiado e “dirigido” para Al Gore, trata do envolvimento humano no aquecimento global. O filme é o mais popular a tratar do tema, mas essa teoria existe desde o crescimento da popularidade do movimento ecológico, há mais de qüarenta anos. Segundo “A Grande Farsa do Aquecimento Global,” Gore teria apenas se utilizado da popularidade do tema para alavancar uma possível reeleição. Gore, até agora a “vítima” popular das eleições primeiras do senhor Busho (e foi, que eu vi, explicitamente), torna-se o “ladrão” aos olhos dos feitores do novo documentário. Por que chamam o envolvimento humano no aquecimento global de "farsa?" A seguir, doze dos vários argumentos utlizados à dissuação de pessoas que, como eu, não sabem nada sobre o assunto em sua base científica.
Primeiro Argumento: As variadas mudanças climáticas que modelaram e modelam o planeta desde sua existência ocorreram em tempos em que havia mais CO2 no planeta do que atualmente, ou, ao menos, nem nós (seres humanos) nem nossa tecnologia existia em tempos de mudanças radicais na estrutura de nosso planeta devido a períodos de instabilidade climática severa.
Argumento, a priori, ou ao meu leigo ver, lógico e conciso.
Segundo argumento: O argumento passa a focalizar-se nos cientistas e na praga do conhecimento popular de que há muito mais cientistas apoiando a teoria de que as mudanças-climáticas estejam relacionadas a ações humanas. Nesse caso, cientistas entrevistados afirmam que a realidade é justamente a oposta: Há mais cientistas desconfiados da teoria da existência de envolvimento humano no processo inevitável do aquecimento global. A-) Irrelevante ao assunto. B-) Ataca à pessoa, não ao assunto. C-) Ataca o “conhecimento popular,” o que é relativo e subjetivo. D-) O mesmo pode ser contra-argumentado. E-) A verdade não está com a maioria.
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
An Inconvenient Truth,
Aquecimento Global,
The Great Global Warming Swindle
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