Há um ano atrás li uma postagem na blogoesfera vizinha que usava um vídeo apoiado por um segmento da BBC para rebater as teorias ambientalistas de Al Gore. Desde então, tomei conhecimento de muitos detalhes sobre o tema do Aquecimento Global, mesmo sem jamais ter me interessado nele assiduamente. Discutindo nas comunidades orkutianas, descobri que realmente há dois lados concretos à questão.
Todas as fontes sofrem pela parcialidade ao tema que defendem. São todos um bando de “Michael Moore”s. Mas as fontes existem.
Escrevi sobre esse vídeo aqui em casa, e um de meus argumentos principais era que Gore não pode nem deve ser considerado a fonte - nem mesmo mínima - desse assunto. Contudo, nunca negarei que defendi o "ambientalismo".
Gore é, afinal de contas, um grande político, mas não uma grande pessoa. Deveria ser o presidente dos Estados Unidos, mas até mesmo por sua própria fidelidade à política, desistiu da batalha antes do tempo, e não lutou o suficiente para uma justa recontagem dos votos em 2000. George Bush venceu, e Gore não perdeu.
O mais interessante é que seu filme, “Uma Verdade Inconveniente” (tradução livre), apenas mostra o próprio ex-candidato-ex-vice-presidente-clintoniano, e uma série de Power-Points exagerando todos os efeitos do Aquecimento Global constatado. Exagerando, digo, pela escassez de provas e excesso de palavras manipuladoras de todos os mecanismos defensores do sistema nervoso humano. Nenhum cientista foi trazido às cenas, apenas um ou dois estudantes de biologia cursando ginásios elitistas.
Ontem à noite assisti o programa Bullshit na emissora Showtime, apresentado pelos mágicos e comediantes Penn e Teller. Penn é libertário, ou seja, conservador econômico e liberal em assuntos sócio-morais. Profano, discursa sempre ao lado de seu amigo mudo, que com poucos gestos diz mais do que qualquer pessoa poderia. Nem sempre concordo com suas posições, mas é inegável que seu programa, extremamente hilário, inteligente, rápido e escrachado, traz excelentes pontos lógicos à mesa.
Os temas dessa última estação variaram desde todas as besteiras comerciais que envolvem o sono (melhores colchões, remédios, técnicas de relaxamento usadas por amadores fingindo serem profissionais em áreas inexistentes na ciência para tirar bufunfa do povão, etc), todos os mitos sobre os golfinhos (os seres mais inteligentes do planeta, absurdos espirituais, e todo o dinheiro conquistado com as superstições envolvidas em mais um ramo da fé), e todas as gafes da NASA, a agência governamental dedicada a pesquisas espaciais, localizada na Flórida (financiamento público de tarefas opcionais, falha no reconhecimento de erros responsáveis pelas quedas de espaceonaves como Charger e Challenger).
Ontem, Penn e Teller falaram sobre o Aquecimento Global.
Pois, me surpreendi com o programa, por discordar do extremismo conservador que refuta o fato de que o CO2 produzido em excesso pode causar, acrescido pela humanidade, desastres naturais como os que testemunhamos recentemente.
Quando penso na intensidade do desmatamento amazônico, no uso desenfreado e desperdício da água, na poluição iminente, nas extintas chuvas-ácidas, nos derramamentos de petróleo em oceanos, não consigo deixar de “acreditar” que nós, seres humanos, impactamos o planeta. Porém, há realmente cientistas que comprovam que esse Aquecimento Global não advém de nossas atitudes, e entre os mais conhecidos argumentos está o fato de que nós somos responsáveis por apenas 3% do dióxido de carbono depositado na atmosfera.
Outro bom argumento é que todas as mudanças climáticas radicais do planeta ocorreram antes da expansão tecnológica que resulta no consumo copioso dos recursos naturais de nosso planeta.
Mas o que Penn e Teller conseguiram fazer é não desmistificar o Aquecimento Global, apenas expôr fatos como o consumo elétrico de Al Gore, que usa uma porcentagem absurda de energia a mais do que o cidadão comum, mas prega “abstinência”. Para balancear seu uso e hipocrisia, Gore abriu uma companhia que investe em combustíveis alternativos, baseado no pagamento individual de taxas (multas) baseadas no consumo e dispêndio pessoal de seus “clientes”. Ou seja, Gore se paga (boa parte dessas companhias o pertencem) para apaziguar a culpa nacional.
Além disso, claro que o mercado está lotado de pessoas que se aproveitam da culpa ambiental para encher o bolso de dólares. Inventam “terapias eco-ilógicas”, multas pelo produção de dióxido de carbono (vide Gore), carros que clamam ser econômicos, mas jamais o são, e muito papo para poucas atitudes. Somente o preço alto da gasolina pôde contribuir para a diminuição do uso de vãs e veículos de alto consumo. Enquanto isso, muitos pregam como todos devem se comportar, e poucos realmente o fazem.
Resumindo, acredito que Penn e Teller conseguiram colocar o tema em suas proporções. Claro que as grandes companhias não querem ter de gastar ao incluirem-se nos protocolos ambientais. Mas há muitas outras companhias que lucram em cima da ingenuidade do povo, composto de muita gente que realmente quer ajudar e não sabe como, ou quer ajudar com demasiada utopia, e acabam sentindo-se culpados, ou forçando-se à hipocrisia.
Há evidências severas do Aquecimento Global, e Penn o admite. Há muito a se fazer para construir um melhor planeta, não há dúvidas. Mas precisamos canalizar a preocupação a alimentar todas as crianças famintas do mundo, o que jamais poderia ser feito através do aumento do preço da gasolina (taxando a gasolina para reduzir sua dependencia), o que poderia matar milhões de camponeses mundo a fora. Também precisamos acabar com os conflitos primitivos de nossa humanidade, porque mais fácil uma guerra atômica do que o apocalipse ambiental.
Somente uma pequena anedota para fechar a semana.
Aos abráx,
RF
Showing posts with label Aquecimento Global. Show all posts
Showing posts with label Aquecimento Global. Show all posts
Friday, July 25, 2008
Uma Anedota e Algum Bullshit
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
Aquecimento Global,
BBC,
Michael Moore,
Roy Frenkiel
Wednesday, August 01, 2007
Farsa do Aquecimento Global Parte 5 de 5 - Final
Décimo-Segundo argumento: Alguns cientistas ainda dizem que há uma queda de temperatura nas camadas superiores da atmosfera.
Mais um contra-argumento já feito. Okay, há uma queda das temperaturas registradas nas camadas superiores da atmosfera. O que, então, gera o aquecimento global? Logo dirão que são os ambientalistas...
Daqui em diante, o documentário centraliza-se na figura de Al Gore. Trata de seu perfil, de seu lobby e de seu poder, de sua influência no senado, de sua enorme ganância política e tudo que já ouvimos falar de todo e qualquer político. Os argumentos e contra-argumentos nos bastam. Quem assiste “The Great Global Warming Swindle,” ou, em Português, “A Grande Farsa do Aquecimento Global” provavelmente assume uma posição imediata de dúvida. Isso se deve à boa locução dos argumentos, mesmo que apenas um ataca nossa questão central, o primeiro. O restante basicamente detalha tecnicalidades sem atacar, necessariamente, a questão central e ainda se opõem a um movimento político com outros ideais políticos, os quais nem direi que são “errados” porque não acredito nesse termo, mas que são, afinal, políticos também. Isso se chama sofismo, de ambos os filmes. Argumentos bem apresentados a fins de convencer, não ilustrar ou procurar a verdade.
Assim, Quem tiver inclinações anti-esquerdistas, algo comum até mesmo no Brasil, pasmem... Vejamos:
A esquerda ainda representa o protesto mais ferrenho ao consumismo frenético e industrialismo massivo – esse dos benefícios às massas que acabariam, talvez, trazendo-lhes também a mais fatal das desgraças. Quem acreditar que a esquerda, em sua essência, trata-se de algo diferente disso... Quem se inclinar a pensar que o capital e o mercado realmente são nossos maiores valores como sociedade... Quem se arriscar a pensar que não há como sustentar uma nação de empregos e verbas e recursos humanos e infra-estrutura sem recorrer a esse estúpido capitalismo praticado por selvagens... Quem corretamente pensar que Gore ganha com isso e que alguém sempre ganha mais do que os outros e, erroneamente, chegar à desafortunada conclusão de que não há a menor esperança a que “as coisas mudem”... Os desilusionados traumatizados de Lula (porque ousaram confiar em um político)... Os que sempre o odiaram... Os que demonizam Chávez enquanto existe um Bush (que não se comparam, como Churchill e Hitler, ambos fodedores gerais do planetinha das baratas humanas), e que rezam pela morte de Castro enquanto existe Darfur, amarão esse documentário! Talvez até passem a viver a negação de nossas insignificantes – cada vez mais insignificantes – vidas nesse nosso planetinha das baratas humanas, que somos nós, com maior requinte, confiando nas benesses do capital e do mercado, acreditando que estamos bem enquanto todos tiverem a possibilidade de conquistar sua fatia nesse bolo ocidental. Mas quem são todos?
Todos os propietários... E sim, ainda, em grande parte, homens e homens brancos.
Al Gore é um político. Todo político se beneficia de uma “boa campanha.” Isso não é nenhuma novidade. Ninguém pode, em sã consciência, confiar nas palavras de um político. Seu filme é uma catástrofe, de certo modo, porque apenas ele aparece discursando, enquanto deveria dar voz aos cientistas, professores e até mesmo alunos das matérias relacionadas à ecologia. Tendo dito isso, pergunto:
Será que Al Gore tem todo esse cacife? Será que a oposição não prova, há oito anos, incluindo o próprio roubo explícito de sua eleição, que tem muito mais força do que ele? Pesquisem, é fácil:
Quem tem o maior número de lobbistas no congresso estadunidense? Uma dica: Soa com ra-tá-tá... Depois, acompanhem as porcentagens e vejam onde estão os lobbistas de Gore. Há de se pesquisar, seria interessante descobrir que muitas multinacionais estão, de algum modo ou outro, em seu nome, porque apenas elas são realmente bem representadas nesses espaços. E isso não é novidade. EU é a encarnação explícita do capitalismo, enquanto nunca houve um digno representante massivo do socialismo. Adam Smith foi gente fina. O que move a dita República é o capital e o mercado. Não estaria na hora de trocar de combustível? Reforma energética...
Quanto ao ambientalismo, sugiro que todos se informem, pessoalmente, antes de opinar. O movimento e seu significado, e as teses cientificas que o apoiam não são mitídicas. Vale a pena procurar saber a verdade, custe o que custar. Boa sorte! Além disso:
Há dinheiro a se fazer em alimentos orgânicos, plantações de cana-de-açúcar, lâmpadas ecológicas, carros elétricos (ou energia nuclear, obviamente) etc. Quem se achar esperto, ou melhor, quem puder se dar o luxo, explorará consumidores cobrando preços altíssimos por produtos que deveriam ser mais baratos. Também, explorará o pânico do público e forçará compras massivas de água mineral e fita-crepe, como acrescentou meu amigo Plattek. Isso faz parte da Indústria, e nunca se esqueçam disso!
Fim da série sobre A Farsa do Aquecimento Global.
Mais um contra-argumento já feito. Okay, há uma queda das temperaturas registradas nas camadas superiores da atmosfera. O que, então, gera o aquecimento global? Logo dirão que são os ambientalistas...
Daqui em diante, o documentário centraliza-se na figura de Al Gore. Trata de seu perfil, de seu lobby e de seu poder, de sua influência no senado, de sua enorme ganância política e tudo que já ouvimos falar de todo e qualquer político. Os argumentos e contra-argumentos nos bastam. Quem assiste “The Great Global Warming Swindle,” ou, em Português, “A Grande Farsa do Aquecimento Global” provavelmente assume uma posição imediata de dúvida. Isso se deve à boa locução dos argumentos, mesmo que apenas um ataca nossa questão central, o primeiro. O restante basicamente detalha tecnicalidades sem atacar, necessariamente, a questão central e ainda se opõem a um movimento político com outros ideais políticos, os quais nem direi que são “errados” porque não acredito nesse termo, mas que são, afinal, políticos também. Isso se chama sofismo, de ambos os filmes. Argumentos bem apresentados a fins de convencer, não ilustrar ou procurar a verdade.
Assim, Quem tiver inclinações anti-esquerdistas, algo comum até mesmo no Brasil, pasmem... Vejamos:
A esquerda ainda representa o protesto mais ferrenho ao consumismo frenético e industrialismo massivo – esse dos benefícios às massas que acabariam, talvez, trazendo-lhes também a mais fatal das desgraças. Quem acreditar que a esquerda, em sua essência, trata-se de algo diferente disso... Quem se inclinar a pensar que o capital e o mercado realmente são nossos maiores valores como sociedade... Quem se arriscar a pensar que não há como sustentar uma nação de empregos e verbas e recursos humanos e infra-estrutura sem recorrer a esse estúpido capitalismo praticado por selvagens... Quem corretamente pensar que Gore ganha com isso e que alguém sempre ganha mais do que os outros e, erroneamente, chegar à desafortunada conclusão de que não há a menor esperança a que “as coisas mudem”... Os desilusionados traumatizados de Lula (porque ousaram confiar em um político)... Os que sempre o odiaram... Os que demonizam Chávez enquanto existe um Bush (que não se comparam, como Churchill e Hitler, ambos fodedores gerais do planetinha das baratas humanas), e que rezam pela morte de Castro enquanto existe Darfur, amarão esse documentário! Talvez até passem a viver a negação de nossas insignificantes – cada vez mais insignificantes – vidas nesse nosso planetinha das baratas humanas, que somos nós, com maior requinte, confiando nas benesses do capital e do mercado, acreditando que estamos bem enquanto todos tiverem a possibilidade de conquistar sua fatia nesse bolo ocidental. Mas quem são todos?
Todos os propietários... E sim, ainda, em grande parte, homens e homens brancos.
Al Gore é um político. Todo político se beneficia de uma “boa campanha.” Isso não é nenhuma novidade. Ninguém pode, em sã consciência, confiar nas palavras de um político. Seu filme é uma catástrofe, de certo modo, porque apenas ele aparece discursando, enquanto deveria dar voz aos cientistas, professores e até mesmo alunos das matérias relacionadas à ecologia. Tendo dito isso, pergunto:
Será que Al Gore tem todo esse cacife? Será que a oposição não prova, há oito anos, incluindo o próprio roubo explícito de sua eleição, que tem muito mais força do que ele? Pesquisem, é fácil:
Quem tem o maior número de lobbistas no congresso estadunidense? Uma dica: Soa com ra-tá-tá... Depois, acompanhem as porcentagens e vejam onde estão os lobbistas de Gore. Há de se pesquisar, seria interessante descobrir que muitas multinacionais estão, de algum modo ou outro, em seu nome, porque apenas elas são realmente bem representadas nesses espaços. E isso não é novidade. EU é a encarnação explícita do capitalismo, enquanto nunca houve um digno representante massivo do socialismo. Adam Smith foi gente fina. O que move a dita República é o capital e o mercado. Não estaria na hora de trocar de combustível? Reforma energética...
Quanto ao ambientalismo, sugiro que todos se informem, pessoalmente, antes de opinar. O movimento e seu significado, e as teses cientificas que o apoiam não são mitídicas. Vale a pena procurar saber a verdade, custe o que custar. Boa sorte! Além disso:
Há dinheiro a se fazer em alimentos orgânicos, plantações de cana-de-açúcar, lâmpadas ecológicas, carros elétricos (ou energia nuclear, obviamente) etc. Quem se achar esperto, ou melhor, quem puder se dar o luxo, explorará consumidores cobrando preços altíssimos por produtos que deveriam ser mais baratos. Também, explorará o pânico do público e forçará compras massivas de água mineral e fita-crepe, como acrescentou meu amigo Plattek. Isso faz parte da Indústria, e nunca se esqueçam disso!
Fim da série sobre A Farsa do Aquecimento Global.
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
Aquecimento Global,
Capitalismo,
Comunismo,
Democratas,
Roy Frenkiel,
Socialismo
Friday, July 27, 2007
Farsa do Aquecimento Global Parte 4 (de 5)
Nono argumento: Aqui sim, um argumento atacando o assunto original. O aquecimento que testemunhamos é de apenas um grau celsius, e não começou em meados do século dezenove, mas ainda antes da explosão industrial, antes dos anos ’40. Pelo contrário, segundo cientistas entrevistados no documentário do Channel 4, a partir de 1940 a temperatura começou a decair. A temperatura começou a decair concomitante à explosão industrial, enquanto antes dela, em período de “recesso” industrial, as temperaturas estavam em processo de elevação.
Décimo argumento: Seguindo a mesma linha: A porcentagem de CO2 que a indústria gera é de, aproximadamente, 0.54%. O CO2 é um gás de efeito estufa e um gás relativamente “fraco.” O cientista explica que apenas uma pequena porcentagem da atmosfera é composta de gases de efeito estufa. 95% dos gases de efeito estufa são água.
Deve-se entender melhor o funcionamento dos gases de efeito estufa. No entanto, é importante saber que, além de compostos por água, primordialmente, servem para bloquear os raios solares. Sem gases de efeito estufa, resumindo o argumento, “fritaríamos ao ardente sol.” Isso contradiz a teoria, a priori, de que os gases de efeito estufa produzidos pela indústria criam mais aquecimento global.
Pergunta de um desinstruído: Será que o argumento geral pró envolvimento humano no aquecimento global baseia-se estritamente no CO2 e em sua porcentagem produzida pela indústria? E o petróleo e sua influência geológica na Terra? É mito a possível escassez de água em um futuro nem tão distante? E o desenfreado desmatamento de nossas florestas? Não há outros gases sem ser o CO2? Novamente, isso não abala o argumento em sua base: houve aquecimentos e geladas globais antes de nossas tataravós nascerem. Mesmo assim, insisto, será mesmo que nós não estamos afetando a Terra? E não seria apropriado ao menos investir menos em armas e mais na proteção eventual desses desastres quase místicos, segundo o documentário do Canal 4 Britânico?
Décimo-Primeiro argumento: John Christie, honorável da NASA, peito cheio de medalhas oficiais, monitor climático, um dos grandes responsáveis pelo monitoramento climático da Terra, diz que a teoria parece clara: Se houver aquecimento da superficie, haverá aquecimento das camadas superiores da atmosfera. No entanto, a atmosfera superior não está aquecendo dramaticamente, ou tanto quanto a superfície. Isto contradiz, novamente, a teoria pró envolvimento humano no aquecimento global.
O quê, exatamente, isso contradiz, não está explicado. Contradiz o envolvimento humano nos gáses de efeito estufa da atmosfera? Ou sua potência? Novamente, o aquecimento global trata-se apenas de aquecimento das camadas superiores da atmosfera?
Décimo argumento: Seguindo a mesma linha: A porcentagem de CO2 que a indústria gera é de, aproximadamente, 0.54%. O CO2 é um gás de efeito estufa e um gás relativamente “fraco.” O cientista explica que apenas uma pequena porcentagem da atmosfera é composta de gases de efeito estufa. 95% dos gases de efeito estufa são água.
Deve-se entender melhor o funcionamento dos gases de efeito estufa. No entanto, é importante saber que, além de compostos por água, primordialmente, servem para bloquear os raios solares. Sem gases de efeito estufa, resumindo o argumento, “fritaríamos ao ardente sol.” Isso contradiz a teoria, a priori, de que os gases de efeito estufa produzidos pela indústria criam mais aquecimento global.
Pergunta de um desinstruído: Será que o argumento geral pró envolvimento humano no aquecimento global baseia-se estritamente no CO2 e em sua porcentagem produzida pela indústria? E o petróleo e sua influência geológica na Terra? É mito a possível escassez de água em um futuro nem tão distante? E o desenfreado desmatamento de nossas florestas? Não há outros gases sem ser o CO2? Novamente, isso não abala o argumento em sua base: houve aquecimentos e geladas globais antes de nossas tataravós nascerem. Mesmo assim, insisto, será mesmo que nós não estamos afetando a Terra? E não seria apropriado ao menos investir menos em armas e mais na proteção eventual desses desastres quase místicos, segundo o documentário do Canal 4 Britânico?
Décimo-Primeiro argumento: John Christie, honorável da NASA, peito cheio de medalhas oficiais, monitor climático, um dos grandes responsáveis pelo monitoramento climático da Terra, diz que a teoria parece clara: Se houver aquecimento da superficie, haverá aquecimento das camadas superiores da atmosfera. No entanto, a atmosfera superior não está aquecendo dramaticamente, ou tanto quanto a superfície. Isto contradiz, novamente, a teoria pró envolvimento humano no aquecimento global.
O quê, exatamente, isso contradiz, não está explicado. Contradiz o envolvimento humano nos gáses de efeito estufa da atmosfera? Ou sua potência? Novamente, o aquecimento global trata-se apenas de aquecimento das camadas superiores da atmosfera?
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
Aquecimento Global,
John Christie,
Roy Frenkiel
Tuesday, July 24, 2007
Farsa do Aquecimento Global Parte 3 (de 4 ou 5)
Sexto Argumento: Às minúcias do argumento 5.
Lord Lausson de Blaby, ministro da Fazenda na década de oitenta, um dos primeiros a investir na pesquisa do aquecimento global, supervisionava as pesquisas e pressionava pressa a um dos cientistas entrevistados, que afirma que a teoria era então fraca, e que até se surpreendia com a fraqueza dos argumentos que indicavam influência humana ao aquecimento global. Muitos cientistas “amedontrados” demais, de acordo com o filme opositor, para permitir a publicidade de suas dúvidas, dizem que “a teoria simplesmente não bate."
Sétimo argumento: Às minucias do primeiro:
A-) Podemos marcar a mais recente mudança climática à “Pequena Era do Gelo,” que terminou há aproximadamente duzentos anos atrás.
B-) Na Era Medieval, há um período conhecido entre cientistas como “Era Quente.” Evidências desse período, segundo os documentaristas, se espelham na riqueza dos solos, ainda refletida nos vinhedos comuns naquela região inglesa. Outro remetente é a riqueza arquitetural da região. (Nota pessoal ao último comentário: A riqueza na Era Medieval de quem? O que exatamente isso tem necessariamente a ver com o calor da época?)
C-) Na Era do Bronze, no período Homoceno há 8000 anos atrás, as temperaturas eram muitíssimo acima da média atual. Os ursos polares, acostumados ao frio de suas regiões, sobreviveram a esses tempos mais quentes. Implicação do documentarista: Nós podemos sobreviver ao aquecimento global. (Nota pessoal: Algo me diz que o argumento do envolvimento humano é apenas um pouco mais complicado do que isso. Não se resume ao aquecimento, somente, e isso me parece claro a todos os que compartilham minha ignorância popular.)
Oitavo argumento: Aqui, o documentário diz que quem se tornou bode-expiatório foi o “industrialismo” praticado pelas grandes companhias que, por sua vez, possibilitaram o consumo dos pobres ao que antes era apenas possível aos ricos. Falam que ambientalistas atacam as inovações da Revolução industrial de 1750... O argumento segue: O Industrialismo massivo mudou as nossas vidas, e ambientalistas agora o atacam.
Contra-Argumento: O Industrialismo nunca me pareceu atacado pelos “ambientalistas.” O frenético consumismo sim, sempre. Os “defendidos” ao mesmo tempo que “protestantes” são esses pobres, supostamente beneficiados.
Todavia, pergunto: A indústria massiva, como é perpetuada, realmente nos beneficia? A Revolução Industrial mudou as nossas vidas, disso não duvidamos. Mas, será que foi completamente para o melhor? Pobres realmente têm poder aquisitivo para comprar o que compram os ricos?
Exemplo:
Um carro popular, segundo nossa grande amigo Bonner, do JN, custa aproximadamente mil dólares a mais do quê há dez anos atrás. Isso sugere que pobres têm maior poder aquisitivo, ou que menos pessoas têm a capacidade de adquirir carros zero quilômetro, atualmente? Será que quem compra realmente tem maior poder aquisitivo, ou as tarifas inconstantes, as parcelas e os benefícios da venda creditada e prolongada facilitam a ilusão de um melhor padrão de vida? São, é claro, perguntas com respostas, mesmo que aqui não caiba respondê-las por falta de espaço e tempo. Nada é óbvio, nem mesmo a ecologia, e nada é auto-compreensível. No entanto, sem recorrer a estatísticas, mas enxergando nossas próprias vidas e as de nossos conhecidos, podemos formar uma opinião a respeito desse assunto. Se, por um lado, quem receber qüatro mil reais mensais poderá comprar um desses automóveis populares, ou até algum veículo mais caro, quantas pessoas ganharão no segundo semestre de 2007 qüatro mil reais mensais? Aqui nos Estados Unidos não é diferente. Estatísticas do censo comprovam que a educação e o diploma são escalas diretas a um melhor salário, mesmo inicial. No entanto, muitos não vão à escola, e muitos não se profissionalizam. Essas pessoas têm uma ínfima chance de receber, como empregados, o suficiente para comprar um carro novo. Quantos de meus colegas faxineiros, limpa-mesas, garçons, valés, em meus empregos passados e seus ambientes, receberiam o suficiente para comprar um automóvel novo? Poucos, afirmo como testemunha de minha própria situação. No Brasil, infelizmente, o diploma não é sinal direto da melhora econômica, ou ao menos não o vejo assim. São realidades semelhantes em países diferentes que precisam se complementar para que descubramos o verdadeiro significado da pobreza universal. O “pobre” mencionado pelo documentarista, alienado à não ser, é claro, que isso seja uma brincadeira e ele algum dia tenha visto algum pobre de verdade, não pode comprar nem a água que o rico compra, quanto menos beneficiar-se dessa produção em massa do capitalismo competitivo tão falado.
Lord Lausson de Blaby, ministro da Fazenda na década de oitenta, um dos primeiros a investir na pesquisa do aquecimento global, supervisionava as pesquisas e pressionava pressa a um dos cientistas entrevistados, que afirma que a teoria era então fraca, e que até se surpreendia com a fraqueza dos argumentos que indicavam influência humana ao aquecimento global. Muitos cientistas “amedontrados” demais, de acordo com o filme opositor, para permitir a publicidade de suas dúvidas, dizem que “a teoria simplesmente não bate."
Sétimo argumento: Às minucias do primeiro:
A-) Podemos marcar a mais recente mudança climática à “Pequena Era do Gelo,” que terminou há aproximadamente duzentos anos atrás.
B-) Na Era Medieval, há um período conhecido entre cientistas como “Era Quente.” Evidências desse período, segundo os documentaristas, se espelham na riqueza dos solos, ainda refletida nos vinhedos comuns naquela região inglesa. Outro remetente é a riqueza arquitetural da região. (Nota pessoal ao último comentário: A riqueza na Era Medieval de quem? O que exatamente isso tem necessariamente a ver com o calor da época?)
C-) Na Era do Bronze, no período Homoceno há 8000 anos atrás, as temperaturas eram muitíssimo acima da média atual. Os ursos polares, acostumados ao frio de suas regiões, sobreviveram a esses tempos mais quentes. Implicação do documentarista: Nós podemos sobreviver ao aquecimento global. (Nota pessoal: Algo me diz que o argumento do envolvimento humano é apenas um pouco mais complicado do que isso. Não se resume ao aquecimento, somente, e isso me parece claro a todos os que compartilham minha ignorância popular.)
Oitavo argumento: Aqui, o documentário diz que quem se tornou bode-expiatório foi o “industrialismo” praticado pelas grandes companhias que, por sua vez, possibilitaram o consumo dos pobres ao que antes era apenas possível aos ricos. Falam que ambientalistas atacam as inovações da Revolução industrial de 1750... O argumento segue: O Industrialismo massivo mudou as nossas vidas, e ambientalistas agora o atacam.
Contra-Argumento: O Industrialismo nunca me pareceu atacado pelos “ambientalistas.” O frenético consumismo sim, sempre. Os “defendidos” ao mesmo tempo que “protestantes” são esses pobres, supostamente beneficiados.
Todavia, pergunto: A indústria massiva, como é perpetuada, realmente nos beneficia? A Revolução Industrial mudou as nossas vidas, disso não duvidamos. Mas, será que foi completamente para o melhor? Pobres realmente têm poder aquisitivo para comprar o que compram os ricos?
Exemplo:
Um carro popular, segundo nossa grande amigo Bonner, do JN, custa aproximadamente mil dólares a mais do quê há dez anos atrás. Isso sugere que pobres têm maior poder aquisitivo, ou que menos pessoas têm a capacidade de adquirir carros zero quilômetro, atualmente? Será que quem compra realmente tem maior poder aquisitivo, ou as tarifas inconstantes, as parcelas e os benefícios da venda creditada e prolongada facilitam a ilusão de um melhor padrão de vida? São, é claro, perguntas com respostas, mesmo que aqui não caiba respondê-las por falta de espaço e tempo. Nada é óbvio, nem mesmo a ecologia, e nada é auto-compreensível. No entanto, sem recorrer a estatísticas, mas enxergando nossas próprias vidas e as de nossos conhecidos, podemos formar uma opinião a respeito desse assunto. Se, por um lado, quem receber qüatro mil reais mensais poderá comprar um desses automóveis populares, ou até algum veículo mais caro, quantas pessoas ganharão no segundo semestre de 2007 qüatro mil reais mensais? Aqui nos Estados Unidos não é diferente. Estatísticas do censo comprovam que a educação e o diploma são escalas diretas a um melhor salário, mesmo inicial. No entanto, muitos não vão à escola, e muitos não se profissionalizam. Essas pessoas têm uma ínfima chance de receber, como empregados, o suficiente para comprar um carro novo. Quantos de meus colegas faxineiros, limpa-mesas, garçons, valés, em meus empregos passados e seus ambientes, receberiam o suficiente para comprar um automóvel novo? Poucos, afirmo como testemunha de minha própria situação. No Brasil, infelizmente, o diploma não é sinal direto da melhora econômica, ou ao menos não o vejo assim. São realidades semelhantes em países diferentes que precisam se complementar para que descubramos o verdadeiro significado da pobreza universal. O “pobre” mencionado pelo documentarista, alienado à não ser, é claro, que isso seja uma brincadeira e ele algum dia tenha visto algum pobre de verdade, não pode comprar nem a água que o rico compra, quanto menos beneficiar-se dessa produção em massa do capitalismo competitivo tão falado.
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
Ambientalismo,
Aquecimento Global,
Channel 4,
Roy Frenkiel
Wednesday, July 11, 2007
Yes comments
Dear Roy,
Eu acho que o ponto é outro, e não é novo: o poder descontrolado da mídia de compelir o consumismo. Quem como nós sabe como os fabricantes de fitas adesivas em Israel devem adorar o Saddam Hussein... O povo é levado a acreditar que o fim está próximo e que a única saída é comprar a fita adesiva ACME, a única que filtra 170 tipos diferentes de armas químicas e biológicas, compre DJÁ!
Mas...
Essa nova conscientização ambientalista é *objetivamente* boa, porque se o mal causado pela civilização não for o aquecimento global, será a destruição do ozonio, se não for o ozonio, será o esgotamento energético mundial, se não for um super-apagão será o desmatamento de grandes florestas e consequente desertificação, se não for isso então as super-bactérias vão comer vivos 3/4 da população...
Isso pode parecer discurso de quem já teve a mente lavada pela mídia (bem, talvez isso seja verdade), mas de qualquer modo, o acidente de Chernobyl aconteceu de verdade... as mães de Cubatão, com sua chuva ácida, tiveram crianças acéfalas de verdade... as crianças na África continuam famintas e sofrendo de terríveis doenças de verdade...
Em suma, é bom que as pessoas enxerguem que o consumismo descontrolado e o descaso com as consequencias da nossa modelagem do mundo pode trazer o nosso fim, sim.
É preciso, ao meu ver, "evangelizar" o ambientalismo, mesmo que isso nos custe o salário dos políticos oportunistas. Porque políticos ladrões sempre existirão, já me conformei, então melhor que permitam a melhor preservação do meio-ambiente.
Comentário postado por Felipe Plattek, dia 10 de Julho de 2007 às aproximadamente 21hrs horário de Brasilia.
Eu acho que o ponto é outro, e não é novo: o poder descontrolado da mídia de compelir o consumismo. Quem como nós sabe como os fabricantes de fitas adesivas em Israel devem adorar o Saddam Hussein... O povo é levado a acreditar que o fim está próximo e que a única saída é comprar a fita adesiva ACME, a única que filtra 170 tipos diferentes de armas químicas e biológicas, compre DJÁ!
Mas...
Essa nova conscientização ambientalista é *objetivamente* boa, porque se o mal causado pela civilização não for o aquecimento global, será a destruição do ozonio, se não for o ozonio, será o esgotamento energético mundial, se não for um super-apagão será o desmatamento de grandes florestas e consequente desertificação, se não for isso então as super-bactérias vão comer vivos 3/4 da população...
Isso pode parecer discurso de quem já teve a mente lavada pela mídia (bem, talvez isso seja verdade), mas de qualquer modo, o acidente de Chernobyl aconteceu de verdade... as mães de Cubatão, com sua chuva ácida, tiveram crianças acéfalas de verdade... as crianças na África continuam famintas e sofrendo de terríveis doenças de verdade...
Em suma, é bom que as pessoas enxerguem que o consumismo descontrolado e o descaso com as consequencias da nossa modelagem do mundo pode trazer o nosso fim, sim.
É preciso, ao meu ver, "evangelizar" o ambientalismo, mesmo que isso nos custe o salário dos políticos oportunistas. Porque políticos ladrões sempre existirão, já me conformei, então melhor que permitam a melhor preservação do meio-ambiente.
Comentário postado por Felipe Plattek, dia 10 de Julho de 2007 às aproximadamente 21hrs horário de Brasilia.
Essas Palavras Vos Trazem
Ambientalismo,
Aquecimento Global,
Ecologia,
Felipe Plattek
Monday, July 09, 2007
Farsa do Aquecimento Global Parte 2
(Desde que comecei a escrever esse texto, assisti ao filme de Al Gore como fonte inevitável.)
Terceiro argumento: O mesmo argumento, mas com um quê a mais. Vale mencioná-lo, mas lembrar que ainda é irrelevante ao tema discutido (seres humanos causam ou não o aquecimento global?). Segue-se que, cientistas que discordam com a teoria de que seres humanos são diretamente responsáveis pelo aquecimento global são automaticamente descatartados do núcleo científico e isolados pela “maioria.” Notem que no filme de Al Gore, o argumento é o mesmo: cientistas que concordaram com a teoria de que o ser humano influencia as mudanças climáticas diretamente foram excluídos do núcleo científico, da “maioria.”
Nota pessoal, meu bias: Isso parece briguinha de criança. Um lado diz que o outro é feio, e o outro responde: “Não! Você é que é feio!”
Quarto argumento: O movimento dos “ambientalistas” não é mais um movimento científico e, sim, um movimento político.
Nota: Sim, e sempre foi. Em uma época de grandes manifestações políticas nos EUA, a ecologia ganhou espaço. O envolvimento do ser humano no meio ambiente parece tão óbvio, que nem precisaram de grandes tecnologias e detalhosos dados científicos para lutar pela causa de um mundo mais limpo, ao menos de nossas ações.
O documentário não admite em nenhum momento, mas segundo seus especialistas, esse é um:
Movimento político que ataca o:
Capitalismo.
Multinacionais.
Ou seja, tratam-se de:
Movimentos “Liberais.”.
(Não falo mais. Acredito que todos nós, do “povo,” temos os mesmos valores. Penso que cada pessoa deva tratar ao próximo “como tratasse à sua prole.”)
Quinto argumento: Não entendo se é a favor ou contra o assunto que eu quero ver discutido e para isso “paguei a entrada,” ou se estamos falando dos cientistas...
O argumento é contra os cientistas que dizem-se “ambientalistas” ou que sustentam o “ambientalismo.” Cientistas – todos – precisam de financiamento. O financiamento precisa ocorrer de qualquer modo, portanto cria-se um clima de pânico, algo que sabidamente provoca ansiedade e estimula o consumo. O “consumo,” nesse caso, tratar-se-ia do financiamento aos ditos cientistas, a que sustentem a teoria.
Contra-argumentos:
A – O consumismo gerado pelo pânico não estimula, na verdade, o crescimento das grandes companhias? (Há um caso local, do grande Okeechobee River do Sul da Flórida, que abastece nossa região. Conhecidos locais afirmam de pés juntos que a água nunca abaixou um centímetro, enquanto criou-se um pânico “midiátio” em torno de sua secagem caso as chuvas não começássem. Note que estavámos em período habitual de seca, mas realmente não houve chuva por bastante tempo. Conspiração a favor das companhias que vendem água mineral? O mesmo ocorre com o anúncio de furacões... Não anunciar? Deixar rolar, caso o “lobo” seja verdadeiro? Estamos mesmo fodidos. Fim da nota pessoal.)
B – Para quê financiar cientistas a descobrir mais sobre a iminência do perigo. Mais, não seria um ciclo vicioso: financiar cientistas para financiar cientistas?
C – O mesmo argumento pode ser feito para quem fez esse filme, esqueça o que pensa a “maioria” do público. Pensem no que pensa o diretor desse filme, versus as pessoas que geram o conhecimento contrário... Se estamos brigando por quem tem mais razão, eu quero o brilho que o primeiro argumento trouxe.
Nota: O primeiro argumento não tem como ser atacado por mim, ou por qualquer pessoa que eu conheço. É, realmente, sólido. Contudo, é usado no filme de Al Gore:
A África, dizem os “cientistas” – também intra-atacados em argumentos felinos – é o continente-mãe, do qual se separaram todos os demais devido a mudanças geolíticas e climáticas. O mesmo ocorreu, segundo os mesmos “cientistas,” com os dinossauros, mudanças climáticas, sem seres humanos e sem tecnologia para criar o que atualmente criamos. Ambos, cagadas federais, nas palavras de meu velho. Para Al Gore, esses fatos servem apenas para apoiar a tese de que grandes desastres podem ainda ocorrer. O movimento ecológico, contudo, não fala apenas sobre aquecimento global, nem mesmo só sobre danos que seres humanos causam ao planeta, mas também defende o conhecimento humano pró-combate a esses desastres, ou seja, quanto mais ciência, mais domínio do meio ambiente. Luta estritamente contra o abuso...
Outro ponto importante é que no filme de Al Gore o mesmo argumento é usado. Segundo o político, cientistas que falam contra o envolvimento humano no aquecimento global são beneficiados financeiramente. O maior interesse pertence a quem mais tem a perder... Leitores decidam quem mais tem a perder.
Terceiro argumento: O mesmo argumento, mas com um quê a mais. Vale mencioná-lo, mas lembrar que ainda é irrelevante ao tema discutido (seres humanos causam ou não o aquecimento global?). Segue-se que, cientistas que discordam com a teoria de que seres humanos são diretamente responsáveis pelo aquecimento global são automaticamente descatartados do núcleo científico e isolados pela “maioria.” Notem que no filme de Al Gore, o argumento é o mesmo: cientistas que concordaram com a teoria de que o ser humano influencia as mudanças climáticas diretamente foram excluídos do núcleo científico, da “maioria.”
Nota pessoal, meu bias: Isso parece briguinha de criança. Um lado diz que o outro é feio, e o outro responde: “Não! Você é que é feio!”
Quarto argumento: O movimento dos “ambientalistas” não é mais um movimento científico e, sim, um movimento político.
Nota: Sim, e sempre foi. Em uma época de grandes manifestações políticas nos EUA, a ecologia ganhou espaço. O envolvimento do ser humano no meio ambiente parece tão óbvio, que nem precisaram de grandes tecnologias e detalhosos dados científicos para lutar pela causa de um mundo mais limpo, ao menos de nossas ações.
O documentário não admite em nenhum momento, mas segundo seus especialistas, esse é um:
Movimento político que ataca o:
Capitalismo.
Multinacionais.
Ou seja, tratam-se de:
Movimentos “Liberais.”.
(Não falo mais. Acredito que todos nós, do “povo,” temos os mesmos valores. Penso que cada pessoa deva tratar ao próximo “como tratasse à sua prole.”)
Quinto argumento: Não entendo se é a favor ou contra o assunto que eu quero ver discutido e para isso “paguei a entrada,” ou se estamos falando dos cientistas...
O argumento é contra os cientistas que dizem-se “ambientalistas” ou que sustentam o “ambientalismo.” Cientistas – todos – precisam de financiamento. O financiamento precisa ocorrer de qualquer modo, portanto cria-se um clima de pânico, algo que sabidamente provoca ansiedade e estimula o consumo. O “consumo,” nesse caso, tratar-se-ia do financiamento aos ditos cientistas, a que sustentem a teoria.
Contra-argumentos:
A – O consumismo gerado pelo pânico não estimula, na verdade, o crescimento das grandes companhias? (Há um caso local, do grande Okeechobee River do Sul da Flórida, que abastece nossa região. Conhecidos locais afirmam de pés juntos que a água nunca abaixou um centímetro, enquanto criou-se um pânico “midiátio” em torno de sua secagem caso as chuvas não começássem. Note que estavámos em período habitual de seca, mas realmente não houve chuva por bastante tempo. Conspiração a favor das companhias que vendem água mineral? O mesmo ocorre com o anúncio de furacões... Não anunciar? Deixar rolar, caso o “lobo” seja verdadeiro? Estamos mesmo fodidos. Fim da nota pessoal.)
B – Para quê financiar cientistas a descobrir mais sobre a iminência do perigo. Mais, não seria um ciclo vicioso: financiar cientistas para financiar cientistas?
C – O mesmo argumento pode ser feito para quem fez esse filme, esqueça o que pensa a “maioria” do público. Pensem no que pensa o diretor desse filme, versus as pessoas que geram o conhecimento contrário... Se estamos brigando por quem tem mais razão, eu quero o brilho que o primeiro argumento trouxe.
Nota: O primeiro argumento não tem como ser atacado por mim, ou por qualquer pessoa que eu conheço. É, realmente, sólido. Contudo, é usado no filme de Al Gore:
A África, dizem os “cientistas” – também intra-atacados em argumentos felinos – é o continente-mãe, do qual se separaram todos os demais devido a mudanças geolíticas e climáticas. O mesmo ocorreu, segundo os mesmos “cientistas,” com os dinossauros, mudanças climáticas, sem seres humanos e sem tecnologia para criar o que atualmente criamos. Ambos, cagadas federais, nas palavras de meu velho. Para Al Gore, esses fatos servem apenas para apoiar a tese de que grandes desastres podem ainda ocorrer. O movimento ecológico, contudo, não fala apenas sobre aquecimento global, nem mesmo só sobre danos que seres humanos causam ao planeta, mas também defende o conhecimento humano pró-combate a esses desastres, ou seja, quanto mais ciência, mais domínio do meio ambiente. Luta estritamente contra o abuso...
Outro ponto importante é que no filme de Al Gore o mesmo argumento é usado. Segundo o político, cientistas que falam contra o envolvimento humano no aquecimento global são beneficiados financeiramente. O maior interesse pertence a quem mais tem a perder... Leitores decidam quem mais tem a perder.
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
Aquecimento Global,
Ecologia,
Roy Frenkiel,
The Great Global Warming Swindle
Thursday, July 05, 2007
Introdução a uma nova série
Depois de causar, grosseiramente, um “argumento” fanático contra a postagem de Clau, que apenas fez o serviço de apresentar uma dúvida legítima ao público brasileiro, apresento aqui meu raciocínio resumido ao assitir o filme circulando no YouTube do Channel 4, da Inglaterra, (assumidíssimo pró-Bush... Assistam “O Assassinato do Presidente,” se é que assim se traduz o nome da película do mesmo canal), “A Grande Farsa do Aquecimento Global.”
Acredito que a dúvida original, conforme leitores pacientes poderão acompanhar ao longo da postagem, ainda esteja em pé e eu não sei respondê-la. Também acredito que seja necessário refletir sobre o assunto, visto que me (nos) causou tremenda desilusão. Por quê? Pessoalmente, porque não há ninguém nessa humanidade que esteja livre da corrupção. Nem mesmo brilhantes cientistas. Passo a passo, apresento os argumentos do filme. Postarei em algumas partes... Espero que sirva para alguma coisa.
O filme “An Inconvenient Truth” financiado e “dirigido” para Al Gore, trata do envolvimento humano no aquecimento global. O filme é o mais popular a tratar do tema, mas essa teoria existe desde o crescimento da popularidade do movimento ecológico, há mais de qüarenta anos. Segundo “A Grande Farsa do Aquecimento Global,” Gore teria apenas se utilizado da popularidade do tema para alavancar uma possível reeleição. Gore, até agora a “vítima” popular das eleições primeiras do senhor Busho (e foi, que eu vi, explicitamente), torna-se o “ladrão” aos olhos dos feitores do novo documentário. Por que chamam o envolvimento humano no aquecimento global de "farsa?" A seguir, doze dos vários argumentos utlizados à dissuação de pessoas que, como eu, não sabem nada sobre o assunto em sua base científica.
Primeiro Argumento: As variadas mudanças climáticas que modelaram e modelam o planeta desde sua existência ocorreram em tempos em que havia mais CO2 no planeta do que atualmente, ou, ao menos, nem nós (seres humanos) nem nossa tecnologia existia em tempos de mudanças radicais na estrutura de nosso planeta devido a períodos de instabilidade climática severa.
Argumento, a priori, ou ao meu leigo ver, lógico e conciso.
Segundo argumento: O argumento passa a focalizar-se nos cientistas e na praga do conhecimento popular de que há muito mais cientistas apoiando a teoria de que as mudanças-climáticas estejam relacionadas a ações humanas. Nesse caso, cientistas entrevistados afirmam que a realidade é justamente a oposta: Há mais cientistas desconfiados da teoria da existência de envolvimento humano no processo inevitável do aquecimento global. A-) Irrelevante ao assunto. B-) Ataca à pessoa, não ao assunto. C-) Ataca o “conhecimento popular,” o que é relativo e subjetivo. D-) O mesmo pode ser contra-argumentado. E-) A verdade não está com a maioria.
Essas Palavras Vos Trazem
Al Gore,
An Inconvenient Truth,
Aquecimento Global,
The Great Global Warming Swindle
Subscribe to:
Posts (Atom)