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Wednesday, August 04, 2010

Ode a menos "outros"

Anunciaram recentemente que na Califórnia a proibição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo (a chamada Proposição 8) foi efetivamente cancelada e julgada inconstitucional pelas normas do estado. Um passo para frente à futura geração de homossexuais foi mais uma vez dado, dessa vez no liberal estado da Califórnia que tem a cidade de São Francisco, talvez a mais gay se não contarmos South Beach. Historicamente, “If You’re Going to San Francisco,” de Rodney Atkins (“Se você vai a São Francisco”) marca uma geração que sabia que “encontrar pessoas gentis”, ou homossexuais no linguajar poeticamente correto da época na cidade californiana, era a regra da região.

O mesmo passo foi dado adiante na América Latina iniciando pela Argentina que, em 22 de Julho, legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A população brasileira ainda se divide e, de acordo com o centro de pesquisas, anda na margem de erro favorável a um ou a outro. Porém, o mundo parece mudar em um sentido de quebra de parâmetros com a constante diminuição do “outro”. O “outro” nos Estados Unidos, terra que supostamente aceita todos e tudo – o que é intrinsecamente debatível – era o homossexual, e ainda que a tendência mundial com a saída de George W. Bush da Casa Branca fosse inclinar-se ao liberalismo, isto não ocorreu dentro do país como o esperado.

A “esquerda” ainda assim ganha forças com o crescimento do liberalismo, de certo modo, mas este liberalismo no sentido de comportamento social não é uma simples questão de paradigmas políticos.

A maioria das pesquisas que vi em distintos países mostrava uma clara linha fina entre aqueles que apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os que contratriam. A discórdia social sobre o moralmente correto é ainda questionável. Ainda há muitos em qualquer dos países que total ou parcialmente legitimaram o ato homossexual que contrariam moralmente a regra por motivos religiosos ou simplesmente normativos. Em cidades rurais da própria Flórida a menção da homossexualidade pode ser punida com a morte. A realidade é menos engraçada do que a retratada no cinema.

A diferença é que a lei está finalmente cumprindo sua função e institucionalizando o “outro”, assim conformando-se à pura realidade, algo que ainda há de ser feito em relação a tantas outras áreas em tantos outros lugares do mundo. Talvez outra diferença do atual neo-liberalismo seja a transição do passado otimista apesar de positivista ao que finalmente cria ideias (como a comunicação via Internet) tão poderosas que recriam, por si, uma nova realidade mundial.

Assim, ainda acredito que independente das pesquisas a grande maioria já aceita menos “outros” e mais “alguéns” em suas vidas no mundo todo do que em qualquer outra época que pudermos citar em nossa ínfima história.

Transparece daí que pessoas de cores diferentes, de religiões diferentes, de etnias diferentes e preferências sexuais diferentes são as mesmas perante a lei não apenas para a punição, mas também para os direitos que esta confere. Um passo grande em uma grandiosa caminhada que alguns já percorreram sozinhos, literalmente cruzando a pé os Estados Unidos, testemunhando gangues de Klu Klux Klan e ativistas negros discutindo a gritos e insultos cada um de lado da rua oposto, separados pela polícia, e onde foram bem recebidos mesmo sendo homossexuais até mesmo pelos mais inocentes opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo; um passo grande a ser dado não apenas por esses ativistas, mas por todos nós, em nossas mentes e corações, enquanto lutamos pelo “outro” enquanto o “outro” não se tornar nenhum de nós.

Aos meus amigos e amigas gays espalhados pelo planeta: Parabéns pela vitória, a guerra, pressinto, será vencida dessa vez.

RF

Tuesday, February 05, 2008

Super-Tuesday

(Clique na foto para expandi-la.)


Certamente, a mais importante de minha curta história, e uma das mais significativas Super-Tuesday’s que o país já viveu. Já foi dada parte da largada, e os últimos resultados, os mais importantes, só serão conhecido pelo público na manhã dessa Quarta-Feira.

24 estados decidem, em 43 concursos, quem surrupia a maioria dos delegados e sái à frente na corrida à nomeação presidencial. Desses estados, a Califórnia, cujas urnas só serão contadas depois das 11pm, horário de New York, contém mais delegados em jogo para os democratas, 370, enquanto republicanos ganham apenas 170. A Geórgia, estado de 87 delegados para os democratas e 72 para os republicanos, fecha as urnas o mais cedo, às 7pm.

A principal diferença na maioria dos concursos é que para republicanos 8 estados vencidos fornecem todos os delegados disponíveis, enquanto democratas repartem os delegados em uma fórmula em que candidatos com 15% dos votos no mínimo já recebem uma parcela. Ou seja, enquanto John McCain poderia ganhar 170 delegados na Califórnia por chegar em primeiro lugar, Hillary Clinton repartirá seus 370 delegados com Obama caso vença.

O humor é intenso, a atmosfera grossa, e os candidatos já demonstram claros sinais de exaustão.

Democratas

Hillary Clinton vence em New York, New Jersey, Missouri e Tennessee, e de acordo com apenas uma das pesquisas (Mason-Dixon), na Califórnia. Barack Obama vence claramente em Illinois, e tem alguma folga na Geórgia, mas os seguintes maiores estados são disputados ponto-a-ponto, ilustrando um crescimento nos eleitores de Obama de todas as classes:

Arizona, Alaska, Massachussets e Califórnia (Suffolk University e Field Poll).

New York (Quinnipiac University) e Califórnia (Mason-Dixon), são os únicos estados cujas pesquisas não deixam dúvidas sobre a candidatura de Clinton, mostrando vantagens mais de 10 pontos cada.

Illinois é o único estado cuja vantagem indica a iminente vitória de Obama (Chicago Tribune) por mais de 10 pontos percentuais.

Os demais estados são disputados com um a sete pontos de diferença entre os candidatos. A vitória não será, aparentemente, conhecida nessa Super-Tuesday, mas há estados que cada candidato, ao ganhar, pode ganhar suficiente momento à boca da mídia para levar as primárias do dia 12 de Fevereiro, e logo os demais restantes estados até a Convenção Democrata. A Califórnia é essencialmente esse estado, se existe qualquer outro.

Republicanos

John McCain perde apenas no estado em que Mitt Romney foi governador, Massachussets, por uma grande margem. Nenhum estado é particularmente indeciso, e a permanência de Mike Huckabee prejudica Romney imensamente.

McCain vence por vantagem máxima nos seguintes estados:
Califórnia (Mason-Dixon), New York, Illinois, New Jersey, Missouri e Alaska.

Diferenças de cinco a sete pontos percentuais são encontradas em:

Califórnia (Suffolk University), Geórgia e Tennessee.

De acordo com apenas uma pesquisa (Field Poll), Romney e McCain estão empatados no mais importante estado da Califórnia.

As pesquisas pelo estado do Arizona tornaram-se inconclusas, mas McCain liderava no mês passado.

RF