Wednesday, August 06, 2008

McCain Vence, mas Segue Perdendo



Tá, tá, os estudos deram tregua por enquanto e, vejam só, com mais tempo em mãos acabo escrevendo menos.

Isso sempre se dá quando tenho mais coisas a resolver fora do espectro acadêmico e dentro de minha vida econômica, porque a “sócio” eu não tenho há muito tempo, e só ando esperando minha Lilith para montar a família log’d’uma vez. Ademais, as campanhas tomaram um rumo tempestuoso antes do verdadeiro início, com pouco conteúdo a debater e muita falsidade divulgada, o que tira um pouco o tesão (respeitoso, claro) de escrever grandes textos.

Agora ao que importa:


Agosto, o Mês do Cão


Conforme previsto pela mídia que causou o previsto, John McCain ganhou alguns pontos com as campanhas negativas das últimas duas semanas. Encontrou-se empatado tecnicamente com Barack Obama em algumas pesquisas, incluindo o próprio Gallup, e chegou a levar vantagem de um ponto – empate do mesmo modo – pela primeira vez segundo o instituto Rasmussen.

Hoje, McCain segue trilhando de 47-43% contra Obama, o que demonstra a estabilidade semanal da ferrenha disputa presidencial.

Quando me dei conta, recentemente, de que faltam menos de três meses para as eleições, compreendi que as pesquisas atuais já não estão distantes da vontade generalizada da população eleitora. Agosto, o Mês do Cão, marca o primeiro verdadeiro período de campanhas intensas para os metros finais da longa corrida.

McCain prometeu em algumas ocasiões que não atacaria a integridade de Obama, apenas abordaria os mais importantes temas para o país, mas não foi bem o que ocorreu. Procurando semear dúvidas em eleitores indecisos ou independentes, talvez tenha conseguido apenas apaziguar o alarde criado em torno da viagem do candidato democrata ao Oriente Médio e à Europa.

Entre esses ataques, alguns tiveram conotações menos sensatas do que as outras. Para o senador do Arizona veterano há 26 anos no Senado, culpar o novato de dois anos neste setor do governo pelos preços crescentes da gasolina soa bastante absurdo. Mas não foi esta a pior propaganda.

O campo de McCain fez de tudo para destruir a imagem de Obama fora do país, desmentir sua popularidade comparando-o a Paris Hilton e Britney Spears. Disseram que Obama prefere vencer as eleições do que a guerra, e prometeram que McCain venceria a guerra, segundo o próprio candidato, “vencendo-a”.

Quando o candidato de etnia mista alertou sua base que seria (e continuamente foi) atacado por ser “diferente”, o campo adversário o acusou de usar sua “raça” como pretexto político à imunidade.

De fato, a vantagem massiva que o democrata tinha em todas as pesquisas se abalou, mas muito pouco. O cão do mês serve, afinal, para ambos lados.


Paris Hilton contra McCain e Obama?


Aparentemente a família Hilton não gostou de ter a filha usada para atacar Barack Obama. O que a campanha republicana pretendeu fazer foi ligar a imagem do rival a celebridades que, como mencionado no texto passado, apenas são famosas por serem famosas, sem nenhum conteúdo a oferecer ao público. “Obama é famoso, mas será que ele está pronto para liderar a nação?”

A mãe de Paris, Kathy, resmungou à mídia que odiou o mal gosto do ataque pessoal. Mas o melhor veio depois.

A filhinha Hilton postou um vídeo no sítio FunnyorDie.com (Seja Engraçado ou Morra, em tradução livre) em que diz que o “candidato mais velho do mundo é realmente o mais velho, mas será que ele tem experiência para liderar a nação?”

Argumentou que McCain, com essa propaganda, endossou a candidatura de Hilton à presidência, e que ela podia até não ter a experiência ou a eloquência dos candidatos respectivos, mas é “quente” (gostosa, vafá).

Ainda por cima indicou que, se McCain quer escavações petrolíferas nas costas marítimas do país e Obama quer aumentar os impostos das companhias petrolíferas e investir na criação de fontes alternativas, ela oferecia uma mistura moderada dos dois planos. “Escavar nas costas marítimas limitadamente com rigorosa supervisão ambiental e investir, por enquanto, em fontes alternativa de energia, resolveria a crise energética do país eficientemente,” diz a famigerada loiraça.

Certa ela está, e aparentemente, mais do que qualquer dos candidatos. O The Washington Post publicou um artigo na primeira página do jornal que desmentia a eficiência de ambos planos, o que contribuiu ao argumento inegável de Paris Hilton.

Acho que devo mudar meu voto:

“Loira Gringa à Presidência!”


Bush e o Império


Pela segunda vez em 2008 um livro é publicado procurando comprovar as artimanhas maliciosas de George Bush, Dick Cheney e Donald Rumsfeld na malfadada guerra do Iraque.

Há pouco, Scott McLellan, ex secretário de imprensa da Casa Branca, acusou o presidente de forçar propagandas enganosas ao público para “vender” a guerra, e de amenizar a influência da imprensa da Casa Branca, que permaneceu muda e passiva durante as ocorrências fabricadas à época. Agora, o ganhador do Pulitzer Prize Ron Suskind escreve um livro que revela fontes cristalinas sobre as variadas fraudes cometidas pela administração em 2003, e ainda antes.

Bem como McLellan, Suskind já sofre pelas calúnias oficiais. O escritor traz fontes que providenciaram informações sobre cartas e relatórios forjados por superiores à CIA para comprovar fatos que, supostamente, já eram conhecidos pela inteligência estadunidense, como a ausência de armas nucleares no Iraque, e a desconexão entre o grupo terrorista Al-Qaeda e o governo de Sadam Hussein.

Infelizmente, essas mesmas fontes já desmentiram, em grande parte, o que relataram a Suskind. Se nada ocorrer com o presidente e sua administração como ocorreu com Richard Nixon pelo escândalo de Watergate, direi que a inteligência de Cheney é a maior responsável. O vice-presidente disse que Watergate foi uma falha, não pela espionagem ilegal, pela pressão política e pelo uso de agências federais como o FBI e a CIA para modelar e influenciar o governo e a opinião pública, mas sim por ter sido informado em demasia, assim não podendo estabelecer plausível negação quando foi confrontado pelos investigadores que o levaram ao impeachment.

Por essas e outras, jamais quereremos um republicano de volta à Casa Branca.

RF

3 comments:

loba said...

Por outras e outras - diferentes mas próximas das suas razões - tb não quero dem e tucano no palacio do planalto!!!
Então tu tá esperando a sua Lilith? Que ela venha sem folha de parreira!!! rs...
Beijoconas

Lilith said...

Eu vou, amor. As soon as possible.E sem folha de parreira (que isso é coisa da pudica da Eva rssss). Mas te espero antes, né? Até pra gente combinar... rs
Quanto à sua nova candidata... a pergunta que não quer calar... rs... Se é "loira gringa para presidente", porque não apoiou a Hillary logo de cara? Afinal de contas, Clinton, Hilton... só muda o preço da estadia. Hehehehehehe!
Te amo!

Lilith said...

Ah, e o serviço de quarto! Imagino que mude muito, o serviço de quarto também. Hehehehehe!