Wednesday, May 30, 2007

Bush e a AIDS

WASHINGTON (AP) -- President Bush urged Congress on Wednesday to authorize an additional $30 billion to fight AIDS in Africa over five years, doubling the current U.S. commitment.

O presidente Bush insistiu perante o Congresso na Quarta-Feira a que autorizasse mais US $ 30 bilhões para combater a AIDS na África ao longo de cinco anos, dobrando o compromisso atual dos E.U.A.

The president's announcement comes before next week's annual summit of industrialized nations in Heiligendamm, Germany. Germany is pledging to make Africa a central point and is calling for more aid, further debt relief and improved financial oversight.

O anúncio do Presidente chega antes do encontro anual na semana entrante de países industrializados em Heiligendamm, Alemanha. A Alemanha tentará fazer da África o ponto central do encontro e pede por mais ajuda, mais alívio à dívidas locais e uma melhora à supervisão financeira.

É contraditório… Claro que Bush ganha politicamente com a decisão, e provavelmente o compromisso financeiro lhe bem serve para o propósito de seu orçamento. A contradição fica pela estupidez geral do povo que o elegeu (ou que não o elegeu, mas não o retirou da Casa Branca). Hoje mesmo o Juíz da Suprema Corte estadunidense, Ginsburg, passou uma emenda ao Título VII do Ato aos Direitos Civis de 1964 ditando que trabalhadores injustiçados por qualquer discriminação tem que entrar com um processo à justiça em 180 dias após a data imediata da discriminação, como a exata data da estipulação de um salário mais baixo às mulheres, como o caso da defendente que trouxe o assunto à tona. Esta, percebeu a desvantagem depois de 20 anos. Motivo? Óbvio, quantas vezes você perguntou ao seu colega qual é o seu salário? A contradição fica por conta da cegueira da nação. Bush segue batendo na tecla dos métodos interrogatórios secretos (tortura) apesar das constantes críticas de especialistas e políticos. Sua corte já deu inúmeros passos para trás no que diz respeito aos direitos civis de homossexuais ou mulheres, com sua emenda constitucional protegendo a “santidade” (u-hu) do matrimônio e uma outra emenda da Suprema Corte limitando o que já foi ilimitado pela corte no passado em torno do aborto. Além disso, Bush conseguiu derrotar uma maioria Democrata (de verdadeiros bananas) quando obrigou que assinassem seu pedido a maior subsídio da guerra no Iraque sem sequer obrigá-lo a respeitar datas-limite para o retorno das tropas do país invadido. Não há um assunto, nenhum tema, desde a reforma imigratória à negociação do financiamento médico dos veteranos de SUA própria guerra, em que o presidente decida a favor de seu eleitorado. De repente, mais essa…

Só espero que sirva, mesmo, que ajude, mesmo, e pelo menos alguma coisa útil esse presidente odiado faz.

RF

Trechos em Inglês tirados do NY Times ( http://www.nyt.com/ )

2 comments:

Halem Souza (Quelemém) said...

Roy, tá certo que Bush é deletério. Mas ninguém chega à presidência da maior potência econômica e militar do planeta por acaso.

Concordo com todas as críticas feitas a ele. Mas sempre experimento desconforto ao lembrar que esse sujeito foi escolhido democraticamente e representa a idéia de governo de parcela significativa do país mais rico e poderoso do mundo, repito.

O que impede outro, de mesmo perfil, ocupar de novo a presidência dos EUA? Ajudar a África, nesse caso, infelizmente e absurdamente, é só um detalhe. Um abraço.

R.C said...

Halem, voce tem razao quando pergunta o que pergunta, mas analizemos apenas um pouco a questao.

Nos EUA nao eh como no Brasil, ou seja, as diferencas sao a seguir:

1 - Eleicoes nao obrigatorias.

2 - Eleicoes NAO diretas (pode ficar pasmo, pode dar xilique, voce tem toda a razao).

No 1: Nao sendo obrigatorio votar, quantas pessoas fariam qualquer decisao no Brasil? Quem votaria pelos presidentes, deputados, governadores, prefeitos etc? Ou seja, aqui nao eh diferente. Pouquissimos votam, em comparacao, e a porcentagem nao tem crescido.

No 2: Aqui quem "ganha" uma eleicao nao eh o presidente, sao os chamados colegios eleitorais, cada estado de acordo com seu numero de habitantes tem um numero, e quem ganhar mais colegios eleitorais, ou seja, os estados de maior numero de habitantes, ganha. Na primeira eleicao, Bush nao venceu. Simplesmente NAO VENCEU. Foi uma trama da FOX que fez os bundoes da contagem (aqui demoram 1 semana pra apurar os votos, voce acredita?) nao tiveram a competencia de apurar o correto. O fato eh que mesmo vencendo pela decisao da Suprema Corte Eleitoral, Bush nao venceu por maioria de pessoas, e sim de colegios eleitorais, ganhando a duvidosa Florida, meu estado, um dos maiores.

Outro quesito eh a cacassao de votos, muitas pessoas perderam o direito ao voto nas ultimas eleicoes, suspeitosamente.

Outro quesito eh a fraude eleitoral. Todos sabem que o sistema estadunidense eh um dos mais frageis.

Nao, Halem, os EUA nao sao a potencia democratica do mundo. Muito pelo contrario. Seu sistema eleitoral eh a prova mais concreta disso.

Nao eh o perfil do Bush o que me assusta. Eh o perfil geral da politica local.

abraxao!

RF