Thursday, October 30, 2008

Y la nave va...

Com a aproximação das eleições presidenciais, a maioria dos assuntos tratados já foram discutidos e repercutidos dezenas, centenas, milhares de vezes pelos anais da população, e aqui, no blog. Parece complicado encontrar algum tema que possa, realmente, relacionar-se como novo.

Quando comecei a escrever aqui, meu compromisso deveria servir também para explicar o que se ouve sobre a política externa dos Estados Unidos, mais do que sua economia. O que ocorreu foi que a guerra no Iraque caiu a segunda instância, e, a economia, reverberada em gestos pensamentais quase masturbatórios.

Há cinco dias da Terça-Feira que destronará George W. Bush depois de oito anos conturbados, a base de Barack Obama permanece fortalecida e, como era de se esperar, a base de John McCain tenta de tudo para apagar a desvantagem.

Segundo analistas políticos do The New York Times, CNN e MNSBC, o mapa dos estados favorece a Obama com margens tão avantajadas que McCain terá de fazer milagres para ser eleito. Milagres, no entanto, são a especialidade do partido Republicano.

Há quatro anos Bush esteve no programa de Tim Russert, Meet the Press, e disse que não estava preocupado. “Vencerei aqui,” disse o presidente, apontando a região do sudeste de Ohio, estado crucial em 2004, que pode reassumir o papel em 2008. Em Ohio, justamente, foram constatadas tanto em 2004 quanto às vésperas das eleições atuais, máquinas eleitorais disfuncionais e eleitores registrados tendo seus registros cancelados por irregularidades amenas, como erros de ortografia nos nomes ou sobrenomes dos “suspeitos”.

Mesmo assim, em North Carolina, onde o voto republicano sempre foi regra, Obama conseguiu inspirar um milhão de eleitores democratas novos a mais a se registrarem, comparados aos eleitores republicanos. A Geórgia, há pouco tida sólida para McCain, demonstra que pode virar em última hora. O mesmo ocorre com Indiana e Colorado, sem falar em Virginia, que conta com a presença de muitos negros, com a expectativa de que votem em maiores números à próxima Terça-Feira.

Caso McCain perder em todos os estados em que seu rival aparece liderando nas pesquisas, de nada lhe servirá levar a Flórida, Ohio ou North Carolina. A matemática de Votos Eleitorais lhe escapa às mãos, e o candidato republicano apenas pode contar com viradas, levar estados nos quais perde, atualmente, segundo as últimas pesquisas. Isto não é impossível.

Em clima de encerramento de campanha, Obama comprou meia hora ao ar em sete canais, entre eles a MSNBC, a NBC, a FOX e o BET. Sua propaganda política foi ao ar ontem, às 8 horas da noite, horário de Nova-York, em uma produção semi-hollywoodiana, na qual mostrou seus laços familiares, falou de sua mãe, seu pai, e mostrou o trajeto de três cidadãos de classe média em três estados disputados, Colorado, Flórida e Ohio. McCain esteve no programa de Larry King por toda a hora na mesma noite.

Porém, essa compra democrata está diretamente relacionada ao que se testemunhou de inédito neste ano eleitoral, a doação colossal em quantias de $15-30 dólares, por cidadãos comuns.

Desde que Obama desviou-se do que tinha sugerido inicialmente em relação aos fundos campanhistas públicos, e decidiu não usá-los nestas eleições, seu poder aquisitivo em campanha é quase o triplo de seu rival. McCain sentiu, mas tampouco utilizou seu dinheiro de modo sábio, procurando surrupiar estados classicamente republicanos mesmo perdendo por dígitos duplos nas pesquisas.

Usou Ayers, o Pastor Wright e ainda usa alianças comuns entre Obama e McCain a um ex representante palestino. Sobre impostos e economia o campo Republicano começou a discursar apenas na última semana. Porém, apesar de que seu campo afirma veementemente que suas pesquisas demonstram que McCain ganha terreno, não é o que constatamos.

A propaganda política de Obama foi pré-criticada por representantes republicanos como “elitista”. Engraçado, ou esse mesmo “elitismo” era usado por Adolf Hitler contra os judeus? Afinal, caso McCain tivesse o dinheiro, faria o mesmo, se não mais. E, de fato, aproveitou-se da entrevista no programa de Larry King para “alertar os consumidores sobre os produtos vendidos nesta propaganda".

Já Obama brincou em sua rally. Primeiro com um vídeo editado e distribuído entre o campo Democrata, mostrando uma corrida entre dois ciclistas na qual quem vencia tirou as mãos do guidão na última volta, caiu de bunda, e perdeu para o outro ciclista com o rosto colado de McCain. A mensagem: Não tirem as mãos do guidão! Vocês ainda precisam ir votar (algo que preocupa os democratas, apesar da explosão de novos eleitores). Além disso, constatou que “logo, logo McCain me chamará de comunista, porque eu compartilhava meus brinquedos no jardim de infância”.

Minha próxima postagem será na Segunda, antes da Super-Terça-Feira. Até lá, cintos apertados, que a nave vai.

RF

6 comments:

Shi said...

Roy, desculpaí, mas "os anais da população" foi altamente revelador!!! rs. Eu torço pelo Obama!!! :-D Vamo qe vamo, pq o Bushtela já tá ali a tempo demais, né? Bjo, querido!

Roy Frenkiel said...

Eu disse anais, nao cus!

bjx, Shi hehe

RF

sandra camurça said...

Roy, "Madeira que Cupim não Rói", rsrs... é o nome de um frevo-de-bloco do Mestre Capiba, já falecido.
Ah, somos todos neuróticos sim...rsrs...
Beijos.

Jens said...

Hi, Roy.
Tá chegando a hora. Pau na máquina!!! Além de negro, o cara é muçulmano e se chama Obama (que lembra o famigerado Osama). PQP, é dose (dupla).
***
Anais da população? Hummm... eu encaro (tô no maior atraso. As mulheres do condomínio não tão dando. Ao menos pra mim).
***
Um abraço.

loba said...

Royzito, tem uma pergunta que não quero calar: e depois da terça feira? pra onde sua nave vai?
Só falo qq coisa depois que vc me responder! rs...
Por enquanto, beijito na ponta do nariz!

Marcelo F. Carvalho said...

Todos na torcida pelo momento histórico!