Por meu país ter finalmente acordado de um terrível pesadelo, e feito algo que não se fez nos Estados Unidos com Bush, como devia ter sido acatado pela população, eu me orgulho e muito.
Não avisamos?
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Tuesday, May 01, 2007
Monday, April 30, 2007
Nós Avisamos…
Era de se esperar, mas até mesmo por minha relativa inexperiência, não vale agora dizer: “Eu avisei.” Mesmo porque não fui só eu que avisei, e porque outras pessoas avisaram antes, com maior contundência e ativismo. De todos os modos, depois do documento entregue a Ehud Olmert, Primeiro Ministro de Israel, contendo as acusações do parlamento israelense à conduta de Olmert na “pequena” guerra praticada no verão passado contra o Hezbollah, no Líbano e Faixa de Gaza, podemos ter certeza de que a população israelense, à época ensandecida contra o seqüestro dos soldados das Forças Armadas do país, se arrepende da política de retaliação assumida pelo PM e seu antecendente Sharon. O “eu avisei” entraria em prática, porque à época da insanidade israelense, uma ex-amiga minha me acusou de desertor do judaísmo e de envergonhar minha nação natal, por criticar a postura exacerbada do PM e seus aliados, que sem nenhum pudôr ou resquício de ética, assassinaram milhares de árabes, entre homens, mulheres e crianças de todas as idades. À época, discuti não só com ela, mas com pessoas de meu ambiente de trabalho a respeito desse tema, tentando explicar – será que eles precisam de mim para explicar alguma coisa? – que a morte “acidental” de cidadãos não pode ser acidental enquanto esses cidadãos existem, e confinam-se no solo em que as bombas são despejadas. Tudo em vão…
Olmert assegurou: “Falhas serão consertadas…” Mas, vidas perdidas, esmigalhadas, estraçalhadas, não se recuperam. Não podemos substituir pais e filhos, irmãos e amigas. Como diz o NYT, Amir Peretz, Ministro de Segurança do Parlamento, tinha pouca experiência quando assumiu o posto, e a falta de sagacidade se reflete em mortes demasiadas para passarem desapercebidas. Tudo baseado no primeiro ato do grupo do Hezbollah, que seqüestrou 2 soldados e matou 3 em Julho do ano passado. Dan Halutz, Comandante Principal das Forças Armadas Israelenses, exigiu que os ataques a Beirut fossem massivamente aéreos, e aparentemente, as bombas de precisão milimétrica não foram das mais precisas. Um dos motivos principais a justificar o genocídio, foi a intervenção de grupos terroristas entre famílias locais, invadindo suas casas e escondendo-se entre civis. Assim, para aniquilar ditos terroristas, precisavam atingir casas civis.
Resumindo, o trio de verdadeiros patetas pensou em uma solução fácil, e agora deixa Israel completamente exposta a críticas mundiais, em um planeta que rejeita a política externa estadunidense cada vez mais, e que nunca gostou muito da idéia da existência de Israel no geral. O problema sério é o aumento do anti-semitismo e o ódio crescente entre pessoas de todos os países árabes, cristãos ou muçulmanos. Já em termos delicados com a Síria, agora que Israel se encontra totalmente fragilizada em sua política interna, um ataque pode ser iminente, aumentando ainda mais o ciclo de violência interminável. Já percebemos que os últimos documentos comprovando uma sequência de erros cometidos por ambos Olmert e Peretz, provocam conflitos suficientes para o afastamento do cargo do PM, como houve a inquisição a Halutz e seu afastamento do cargo de General.
Minha pergunta é relativamente simples: À época a situação era clara, mas a mesma população que hoje pede a cabeça do PM, aceitou que alguma espécie de “vingança”, “retribuição” ou “castigo” fossem dados ao Hezbollah e aos árabes moradores da região. Até quando a insanidade humana e a ausência de seriedade em torno de assuntos estritamente psicológicos e sentimentais, influenciará a lei do povo e seguirá literalmente fodendo vidas alheias? A quem pensa que esse assunto é israelense, vejam a crescente exigência da redução da maioridade penal, e a reação do público estadunidense contra o menino responsável pelo massacre na faculdade da Virginia…
Até quando, diz o ditado judaico… Até quando?
RF
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